”No início do meu tratamento contra o câncer, na psicóloga, fui perguntada qual era minha maior paixão, e eu respondi: primeiro é minha família, depois o Corinthians”. Nesta quarta-feira (1), o Corinthians celebra 111 anos e para parabenizar o time, conheceremos a história da alvinegra mineira Geralda.

111 anos do Corinthians: a paixão da mineira Geralda

Em Braúnas, no interior de Minas Gerais, aos 3 anos de idade Geralda já gritava pelos 4 cantos da casa ”Vai Curintia” e desde então a sua paixão pelo clube paulista nunca mudou. Seu pai, atleticano de coração, já que na cidade mineira os times do auge eram Cruzeiro e Atlético-MG. A menina não tinha influência nenhuma do Corinthians na família, e como sua paixão nasceu?

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”Naquela época não tinha TV né? E só 30 metrôs de bambu fazia o radinho funcionar, mas eu ouvia sempre eles jogando. Soube que eram operários que tinham fundado o clube e ai eu me apaixonei mais. Minha avô quando ainda viva, me perguntava sempre o por que eu gostava muito. Eu nunca soube explicar, mas o nome do clube me chamava muito atenção. Além disso, eu lembro bem quando o inglês Corinthian FC passou aqui pelo Brasil”. 

Libertadores de tirar o fôlego

A princípio, o primeiro jogo que Dona Geralda conseguiu ver, foi ainda nos anos 70, do Coringão contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte. Mas sobre emoção maior a mineira conta foi ao ver a libertadores.

”Emoção maior pra mim foi ver a Libertadores, nem o Mundial mexeu tanto assim com a gente. Achei que meu coração fosse para de bater. Eu até tive que sair da casa em que morava de aluguel na época, por causa de um São Paulino que morava lá. Ele não gostou de uma comemoração minha na época de um clássico e pediu pra dona pra que eu saísse” conta Geralda.

Parabéns Corinthians

Desde que acompanha o clube paulista, a mineira fala que todos os jogadores sempre a impressionaram. Dos antigos elencos e até mesmo do atual.

”Olha, pra mim Marcelinho Carioca, Viola, Zé Maria, Biro Biro, Wladmir e Sócrates e tantos outros eram os caras. Ainda do elenco atual, Fagner, Fábio Santos, mas o que eu tenho paixão, é pelo Cássio. Ele é muito humilde, conheci ele lá nos 17 anos e desde então é só amor”.

Em suma, 111 anos de um clube que tanto marca pessoas, torcedores. Que invade corações e famílias e que promove esperanças. Esse é o time do povo, time que acolhe. Como diria a Alvinegra Geralda: ”Você não simpatiza com o Corinthians, você nasce Corinthians”.

Foto Destaque: Divulgação/FNV

Gabrielle Sena
Escolhi o jornalismo por que eu sempre tive paixão pelas palavras. Desde muito nova eu escrevia sobre tudo e de alguma forma eu sentia que era ouvida. Sou Gabrielle Sena, tenho 22 anos, moro na capital de São Paulo, jornalista e atualmente faço pós-graduação em Jornalismo Esportivo. Eu sempre quis ser escritora, entrei no jornalismo para poder aperfeiçoar minha paixão. Durante a faculdade escrevi um livro reportagem sobre Mães Narcisistas, entrevistei 20 mulheres de todos os lugares do país e contei as suas histórias. Escrever um livro foi a minha maior conquista.
O Esporte me faz sair da minha zona de conforto. Sou muito persistente com o que eu quero e me esforço 100%. Meu objetivo é crescer como jornalista e continuar me desafiando todos os dias.

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