Colo-Colo ergue a Taça da Libertadores

Há 30 anos o Colo-Colo conquistava a Libertadores pela primeira vez. Numa campanha histórica e consistente, o clube chileno enfrentou grandes equipes rumo ao pódio. Antes de mais nada, a final disputada em 5 de junho de 1991, contra o Olímpia, do Paraguai, foi um desabafo, um alívio no peito dos Colocolinos. Em outras palavras, o clube que, após 18 anos de espera, chegou pela segunda vez em uma final de Libertadores pôde finalmente comemorar. A coluna Alma Roja conta tudo sobre a campanha do Colo-Colo na Libertadores de 1991.

Advertisement

A campanha do Colo-Colo

Acima de tudo, o Club Social y Desportivo Colo-Colo, comandado pelo croata Mirko Jozic, teve uma sólida campanha na competição. Com novas táticas, estilo de jogo europeu e ótimos atletas, a equipe não perdeu nenhum jogo na fase de grupos, tendo somado três empates e três vitórias. Venceu o chileno Deportes Concepcion por 3 x 0, os equatorianos da LDU Quito por 2 x 0 e os equatorianos do Barcelona de Guayaquil por 3 x 1.

Oitavas de final contra o Universitário

Logo após passar em 1° lugar na fase de grupos, os chilenos enfrentaram o Universitário, do Peru, classificado para a Libertadores após vencer o Campeonato Descentralizado em 1990, na elite do futebol peruano. Na ocasião, o Colo-Colo empatou no jogo de ida – fora de casa –  em 0 x 0 e venceu o jogo de volta por 2 x 1, com gols de Espinoza aos 40′ e 80′ e Andres Gonzales, do Universitário aos 75′.

Quartas de final contra o Nacional

Em seguida, os chilenos encararam o Nacional, do Uruguai, classificado à Libertadores após vencer o Liguilla Pré-Libertadores da América de 1990. Assim, no jogo de ida, no Estádio Monumental, o Colo-Colo goleou os Uruguaios, pelo placar de 4 x 0. Naquela noite, brilharam Rubén Martínez, marcando aos 28′, Ricardo Dabrowski, marcando aos 45′ e 85 e Rubén Espinoza, aos 89′.

Em contrapartida, o Nacional fez de tudo para recuperar o prejuízo. Contudo, ter vencido os chilenos pelo placar de 2 x 0 não foi o suficiente. Mesmo com dois gols de Carballo, aos 22′ e aos 55′, os uruguaios acabaram eliminados, ficando pelo caminho da competição.

Semifinal contra o Boca Juniors

A princípio, considerada como a 1ª final, a semifinal contra o Boca Juniors já começou intensa e conturbada. Logo no primeiro jogo, na La Bombonera, em Buenos Aires, na Argentina, o Colo-Colo saiu derrotado por 1 x 0. Apesar disso, os chilenos prepararam-se para um dos jogos mais tensos de sua história.

Já em Santiago, no Estádio Monumental, o confronto foi intenso e polêmico, com pancadarias, um mar de fotógrafos na beira do gramado e um cão da Polícia Militar mordendo o goleiro Navarro Montoya, do Boca.

Como resultado, o Club Social y Desportivo Colo-Colo venceu a partida por 3 x 1, com gols de Rubén Martínez (2) e Marcelo Barticciotto (1). Portanto, estava na grande final da Copa Libertadores da América.

A grande final da Libertadores

À primeira vista, o Olímpia – clube tradicionalíssimo do Paraguai – tinha tudo para fazer mais história na competição. Com três títulos da Libertadores na conta e tendo disputado 36 edições, os paraguaios também fizeram excelente campanha na edição de 1991, perdendo apenas um jogo nas eliminatórias, contra o Cerro Porteño, do Paraguai.

Entretanto, o Colo-Colo não sofreu tanto para vencer o Olímpia. No 1° jogo da decisão, o Cacique entrou em campo com a defesa bem posicionada e trabalhou o jogo com esse esquema, contando com um dia iluminado para o goleiro argentino Daniel Moron. Saindo do Defensores del Chaco, no Paraguai, empatados em 0 x 0, os chilenos voltaram a Santiago para o jogo da vida.

Diante de mais de 60 mil pessoas no Estádio Monumental, o time da casa abriu o placar aos 12 minutos do 1° tempo, com gol de Perez, que logo depois viria a marcar seu 2° gol. Por fim, aos 45 do 2° tempo, Herrera marcou o terceiro gol do Colo-Colo e levou torcida ao êxtase.

Levantar a taça da Copa Libertadores, após conquistar a América pela 1° vez, foi uma espécie de desabafo para os chilenos. Cerca de 18 anos após ter chegado a uma final – da qual não saiu vitorioso –  e sem nenhum clube do país ter conquistado um título continental, seus torcedores tinham um grito preso na garganta. Apesar de ter ganho três títulos nacionais nos anos anteriores, ainda faltava algo.

Um ano após o Chile dar início ao processo de democratização, as coisas ainda não iam bem. Pairava sobre o país um clima de apreensão e incertezas, o que, naquele momento, tornou a conquista da Libertadores muito mais saborosa. Um delírio generalizado de felicidade, encantamento e alívio.

Foto destaque: Divulgação / Colo-Colo

Giovana Duarte on InstagramGiovana Duarte on Twitter
mm
Jornalista em formação, setorista do América-MG, curiosa e apaixonada por esporte e comunicação.

Related Post