Análise

Na última segunda-feira (26), o Corinthians enfrentou o Cuiabá pela 12º rodada do Brasileirão. A equipe paulista venceu o time mato-grossense por 2 x 1 e, conquistou os três pontos e o 10ª lugar. No entanto, o técnico Sylvinho entrou com uma novidade na partida. O ingresso de Adson na vaga de Matheus Vital e a mudança de posição do Gabriel e Roni. A decisão logo surtiu efeito e animou a torcida. No entanto, vamos de análise, o que fez o comandante explorar a esquerda?

Análise: construção inicial

Antes de tudo, Adson, neste ano jogou 5 partidas, com apenas um gol marcado. O jogador não entrava na escalação do comandante há um bom tempo. No jogo contra o Cuiabá, nesta segunda-feira (26), o técnico Sylvinho entrou com o meia e fez a inversão dos internos Gabriel e Roni. O jogador atua como meia ofensivo e na sua posição secundária é usado como ponta. Bem como, na partida contra o Dourado o atleta entro pela esquerda, mas por que?. Ainda na Coletiva de Imprensa, o comandante foi questionado sobre a decisão, mas não deu muitas explicações.

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Em síntese, Adson, é canhoto e não ia entregar o que Gustavo Silva entrega pela esquerda, se essa era a ideia de Sylvinho. O meia tem como característica jogadas de espaço e habilidade. Mosquito, por outro lado, é um jogador de mais força e velocidade. Nisso, entra a inversão dos internos. No confronto anterior, Roni e Gabriel atuaram juntos, um pela direita, enquanto o camisa 29 fazia pela esquerda.

Ainda no jogo contra o Cuiabá, a construção foi a seguinte: Em um passe de Gabriel para Fábio Santos que lançava para Adson desencaixando o adversário. Com a bola nos pés, o ponta decidiu não bater para o marcador e sim acionar Roni. Se fosse Mosquito, encarava o gol, por ser uma das sua característica.

Ao acionar Roni, houve um desmarque de ruptura entre o lateral central, algo que é característico de Adson. Logo em seguida, os internos conseguiram dar mais profundidade. Por sua vez, o ponta tabela com Roni, mas é bloqueado antes mesmo de completar a finalização.

HAT-TRICK

De antemão, a construção foi boa, mas o Corinthians não conseguiu completar a ideia. Novamente o mesmo esquema estava em andamento. Em síntese, a influência de Roni foi muito além do que esperavam. Com a bola rolando, da direita pra esquerda o meia consegue gerar um apoio. Fábio Santos pega a bola e lança para Gil, pra então devolver para o camisa 29. Com isso, a zona de pressão adversária que se concentrava na zaga é perdida.

Fagner que não vinha aparecendo tanto no jogo, subiu e passou para Gabriel. O meia consegue entre no intervalo do lateral esquerdo e central, realizar um desmarque. Em seguida, o camisa 5 com o domínio da bola, joga para Adson. O ponta lança para Roni e consegue marcar o hat-trick. 

Claro que, essa ideia de Sylvinho foi uma jogada de testagem, que poderia ter dado errado. No entanto, com a vitória e acerto da construção, o técnico mostrou que tem muito a explorar pelo lado esquerdo. Levando em consideração também que o clube teve uma semana de treino, o que ajudou e muito. Com base na análise, a ideia do técnico foi ou não?

Foto Destaque: Reprodução/Ag.Corinthians

Gabrielle Sena
Escolhi o jornalismo por que eu sempre tive paixão pelas palavras. Desde muito nova eu escrevia sobre tudo e de alguma forma eu sentia que era ouvida. Sou Gabrielle Sena, tenho 22 anos, moro na capital de São Paulo, jornalista e atualmente faço pós-graduação em Jornalismo Esportivo. Eu sempre quis ser escritora, entrei no jornalismo para poder aperfeiçoar minha paixão. Durante a faculdade escrevi um livro reportagem sobre Mães Narcisistas, entrevistei 20 mulheres de todos os lugares do país e contei as suas histórias. Escrever um livro foi a minha maior conquista.
O Esporte me faz sair da minha zona de conforto. Sou muito persistente com o que eu quero e me esforço 100%. Meu objetivo é crescer como jornalista e continuar me desafiando todos os dias.

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