Michael Steele/Reuters)

Ao começar na madrugada deste domingo (25), a austríaca Anna Kiesenhofer terminou em primeiro na corrida de ciclismo de estrada feminino em Tóquio 2021. Assim como, também foi a primeira medalha de ouro do país desde Atenas em 2004.

Um dos resultados mais chocantes da história da modalidade, a ciclista conseguiu desbancar Annemiek Van Vleuten. A holandesa terminou com a prata. Enquanto isso, a italiana Elisa Longho Borghini obteve o bronze pela segunda vez consecutiva.

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Um dia antes, na categoria masculina, o equatoriano Richard Carapaz desbancou os favoritos do Tour de France. Assim, se nos últimos cinco Jogos Olímpicos, o Brasil contou com alguma representante, desta vez, nenhuma ciclista brasileira conseguiu se classificar.

Holandesas se frustam

Na prova de estrada feminino, o favoritismo caía totalmente ao lado das holandesas. O país era detentor da medalha de ouro da prova com Anna van der Breggen. Dessa forma, no momento, contava com a ciclista para se manter no topo do pódio, além de Annemiek van Vleuten, vencedora da medalha de prata.

Ambas foram bicampeãs mundiais no ciclo. No entanto, Anna havia conquistado os títulos de 2018 e 2020. Enquanto isso, Annemiek levou os títulos de 2017 e 2019. Assim, os Países Baixos ainda contaram com Marianne Vos, campeã olímpica em Londres-2012 e nove vezes medalhista em mundiais, sendo três ouros.

Percurso reduzido e zebra

O segundo evento de ciclismo dos Jogos Olímpicos de Tóquio contou com uma corrida de 137 quilômetros. Assim, deu início no Parque Musashinonomori até o Fuji International Speedway.

A prova feminina teve percurso reduzido, a fim de não “demandar tanto esforço físico” das atletas. Por conta disso, o predomínio holandês era esperado. Não teve nenhuma montanha onde pôde ter uma seleção entre as favoritas. Assim, foram forçadas a ficar junto com o pelotão até a parte final no autódromo, onde obteve rampas íngremes, mas muito curtas.

Kiesenhofer, de 30 anos, construiu uma vantagem de cerca de 10 minutos em um grupo de cinco ciclistas. Assim, estas escaparam logo no início da rota de 137km para as colinas a oeste de Tóquio.

Sozinha, a austríaca completou seu circuito no Fuji International Speedway com cerca de 40km de vantagem das favoritas. Dessa forma, ficou à frente, inclusive, da aual campeã mundial e olímpica Anna Van der Breggen, que não conseguiu organizar uma ótima pilotagem

No calor escaldante, a campeã austríaca de testes de tempo manteve a cabeça baixa e se esforçou em torno das curvas ondulantes para proteger sua vantagem de forma tenaz. Enquanto isso, Kiesenhofer sofreu com medo de ser parada pela cãibra depois de fazer um esforço tão monumental.

Suas rivais anteriores, Anna Plitcha, da Polônia, e Omer Shapira foram ultrapassadas nos estágios finais. Dessa maneira, Kiesenhofer ficou olhando por cima do ombro e mostrou-se chocada ao ver nenhuma holandesa vestido de laranja à vista.

Holandesa se confunde no fim da corrida

As favoritas tomaram um colapso tático. Enquanto Kiesenhofer realizava a corrida perfeita, Annemiek van Vleuten e Elisa Longho Borghini se desvincularam do pelotão e começaram uma disputa no percurso final. Focadas, não perceberam que estavam disputando a medalha de prata.

Ao chegar no Fuji International Speedway, houve grandes celebrações de Van Vleuten. A atleta pensou ter vencido, enquanto havia lágrimas para Longo Borghini, na qual estava encantada em ganhar novamente uma medalha.

A vitória de Kiesenhofer se mostra sensacional quando se lembra que antes do desfecho. Assim, a atleta estava como a 130 do ranking mundial, sem equipe profissional. Além disso, tinha o contrato vencido com marcas patrocinadoras.

Amanda Bernard on Email
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