A coluna Colômbia Dourada dessa semana apresenta a história do Millonarios, de Bogotá, e de um dos ídolos do Ballet Azul. Eventualmente formada pelos lendários, Adolfo Pedernera, Alfredo Di Stéfano e Néstor Raúl Rossi, no início da década de 50. Juntamente com as mãos dessas estrelas, a equipe foi fabulosa. A história do time é repleta de grandezas, títulos e de reconhecimento nacional e mundial.

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A história do nome Millonarios

Antes de tudo, por volta do ano de 1937, um grupo de estudantes do Colégio San Bartolomé decidiram formar um time de futebol na capital colombiana. Porém, alguns jovens deram o nome de Juventud de BogotanaAlém disso, com os jogos crescendo, a equipe teve apoio da Prefeitura e da Câmara Municipal de Bogotá. Logo depois, o clube passou a se chamar Municipal Sports Club e tornou-se oficial na cidade.

Em seguida, a constituição oficial, com o nome de Milionários, foi dada por Alfonso Sênior Quevedo, que tornou-se presidente do clube em 18 de junho de 1946. A história dos títulos da equipe começa um ano após o nascimento do futebol profissional colombiano em 1948. O dinheiro arrecadado na temporada teve reflexo direto nos investimentos do clube. Sobretudo no ano seguinte com o sucesso do profissionalismo da Liga Pirata, onde Quevedo viu que o ano de 1949 era o ideal para fazer o clube azul um dos mais notáveis do país.

1949: início do Ballet Azul e o primeiro título do Millonarios

Antes de mais nada, tudo começou com a contratação do argentino Carlos Aldabe, como técnico e jogador do clube, por meio da qual se concretizou a contratação de seu compatriota, o também jogador Adolfo Pedernera. Logo depois, o Millonarios conseguiu contratar os argentinos Alfredo Di Stéfano e Néstor Rossi. A princípio a equipe ficou conhecida como Blue Ballet.

Juntamente com as mãos dessas estrelas (ou os pés), o clube tornou-se campeão do futebol colombiano pela primeira vez ao vencer o Deportivo Cali na final. Depois de terminar o torneio empatado com 44 pontos, a final disputada em dois jogos: o primeiro em Cali, onde o Azuis venceram por 1 x 0 com gol de Pedernera. Em seguida, no estádio El Campín, o time da casa ganhou com o  placar de 3 x 2.

Posteriormente, o time foi reforçado com a chegada do goleiro da Seleção Argentina, Julio Cozzi, junto com os jogadores: Hugo Reyes, Antonio Báez, Reinaldo Mourin, Adolfo Benegas, Felipe Stemberg. Além dos uruguaios Raul Pini, Ramon Villaverde, Alcides Aguilera e Víctor Bruno Lattuada. Mas não só os argentinos, como também o paraguaio Julio César Ramírez e os peruanos Alfredo Mosquera, Ismael Soria e Jacinto Villalba.

(Divulgação/CONMEBOL)
(Divulgação/CONMEBOL)

1951: segundo título das estrelas do Ballet Azul

De antemão, em 1951, os Millonarios conquistou o segundo título ao completar 60 pontos, 11 a mais que o segundo time da classificação, o Juniors de Cali. Os Azuis venceram 28 jogos, empatou quatro e perdeu apenas dois, com 29 gols. Primordialmente, Di Stéfano, foi o melhor marcador com 31 gols. Além disso, em 1951, os Millos foi a primeira equipe colombiana a vencer na altura de La Paz, capital mais alta do mundo, ao derrotar o Bolivar de 3 x 1 e o Litoral 5 x 2. Também foi a primeira equipe a vencer no Chile, no jogo contra o Audax Italiano. Neste mesmo ano tornou-se o primeiro clube da Colômbia a vencer na Europa.

Logo em 1952 a equipe conquistou sua primeira Copa da Colômbia da história. A princípio os Azuis participaram de duas edições da Copa do Mundo sediada em Caracas, na Venezuela. Pouco depois, jogaram no torneio  Intercontinental que é conhecido hoje como, Copa do Mundo da FIFA. 

Sobretudo, em 1952, o primeiro bicampeonato veio para os Azuis. Mais uma vez, o time foi melhor do que as outras 14 equipes. Jogou 28 partidas, venceu 20, empatou seis e perdeu apenas duas, terminou com 71 gols a favor e com apenas 13 gols contra. Em suma o vice-campeão foi novamente o Juniors com 6 pontos de diferença. Os Millonarios garantiram o título com um empate de 1 x 1 contra o Atlético Nacional, em Medellín. Logo, Di Stéfano, voltou a ser o melhor marcador com 19 gols a mais que, Carlos Alberto Gambina, do Junior.

O brilhante Alfredo Di Stéfano ao lado dos seus troféus conquistados (Reprodução/Época Negócios)
Primeiras vitórias internacionais 

Na década de 60, uma das mais brilhantes, o clube conquistou o tetracampeonato nacional, de 1961 a 1964, e a Copa da Colômbia, em 1963. Foi uma época marcada de confrontos memoráveis, enfrentando grandes equipes do futebol mundial, e saindo vencedor em quase todos os jogos. Em 1960 estreou na Copa Libertadores da América vencendo o Universidad do Chile por 6 x 0. Na fase seguinte foi derrotado pelo Olimpia, do Paraguai.

No mês de agosto de 1962, Millonarios e Botafogo-RJ disputaram uma das maiores e melhores partidas do futebol Sul-Americano de todos os tempos. O jogo terminou 6 x 5 para a equipe carioca, que contava com as figuras de Garrincha, Zagallo, Amarildo e Manga.

Ao longo da história, o Real Madrid e o Millonarios já se enfrentaram sete vezes. Os Azuis mantêm vantagem sobre os Merengues com três vitórias, três empates e uma derrota. A história dos dois clubes esteve ligada desde o primeiro encontro graças ao craque argentino. Logo após o jogador ingressou no time espanhol.

Fim do El Dorado e quarta estrela dos Azuis

Definitivamente, em 1953, chegou ao fim o El Dorado. No entanto, os grandes jogadores estrangeiros que faziam parte do time voltaram aos seus países, mas a equipe de Embaixadores ainda era muito superior aos demais. Porém, sem Di Stéfano, mas com Pedernera e Rossi, o time venceu sua quarta estrela do torneio e perdeu apenas um jogo.

Ocasionalmente, no jogo contra o Atlético Quindío, os Azuis perderam de 1 x 0. Por outro lado, o time não voltou a perder nas demais datas, venceu 14 jogos e empatou sete, marcou 57 gols e foi a melhor defesa com 22 gols sofridos. Somou 35 pontos, dois a mais que o Quindío que foi seu rival mais próximo. Portanto, essa grande temporada foi o início de uma invencibilidade de 24 jogos sem perder, recorde do futebol colombiano até 1988.

Ídolos do Ballet Azul, Alfredo Di Stefano, Adolfo Pedernera, Nestor Rossi ( Divulgação/Millonarios)

Foto Destaque: Reprodução / Every Futbol

Gabrielle Sena
Escolhi o jornalismo por que eu sempre tive paixão pelas palavras. Desde muito nova eu escrevia sobre tudo e de alguma forma eu sentia que era ouvida. Sou Gabrielle Sena, tenho 22 anos, moro na capital de São Paulo, jornalista e atualmente faço pós-graduação em Jornalismo Esportivo. Eu sempre quis ser escritora, entrei no jornalismo para poder aperfeiçoar minha paixão. Durante a faculdade escrevi um livro reportagem sobre Mães Narcisistas, entrevistei 20 mulheres de todos os lugares do país e contei as suas histórias. Escrever um livro foi a minha maior conquista.
O Esporte me faz sair da minha zona de conforto. Sou muito persistente com o que eu quero e me esforço 100%. Meu objetivo é crescer como jornalista e continuar me desafiando todos os dias.

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