Brasil bicampeão no Pan

O Brasil já protagonizou grandes momentos nos Jogos Pan-Americanos. Não à toa, ocupamos o 4º lugar geral em medalhas na história da competição. Com o basquete a história não poderia ser diferente. Sendo assim, o FNV Sports destaca a trajetória da geração bicampeã do Pan. Fruto de uma “safra” talentosíssima, o país protagonizou o basquete sul-americano. Portanto, a coluna Garrafão Verde-Amarelo entra em cena  contando mais sobre os times de ouro em 2003 e 2007.

FRUSTRAÇÃO EM 2002

Primeiramente, a Copa do Mundo de 2002, realizada em Indianápolis, EUA, foi um divisor de águas para a Seleção. Durante a fase de grupos, o Brasil, no grupo B, com Líbano, Turquia e Porto Rico, permaneceu invicta. Porém, a partir da segunda fase, até o final da competição, a Seleção conquistou uma única vitória, sobre a equipe de Angola. Posteriormente, amargou cinco derrotas consecutivas, encerrando na oitava colocação do torneio. Por fim, o destaque da equipe foi Marcelinho Machado, 5º maior pontuador do evento, com média de 20.9 pontos por jogo.

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PASSEIO NO PAN DE 2003    

Um ano depois, nos Jogos Pan-Americanos de 2003, sediado na República Dominicana, a história foi diferente. Certamente é importante destacar o fator idade. Uma vez que a rejuvenescida equipe brasileira contava com jogadores como Alex Garcia, Guilherme Giovannoni, Tiago Splitter e Anderson Varejão. Todos abaixo dos 23 anos, dando os primeiros passos pela seleção nacional. Com isso, os comandados de Lula Ferreira tinham pela frente, no disputado grupo A, México, Canadá e os dominicanos, donos da casa.

Mesmo em grupo equilibrado, o Brasil não tomou ciência dos competidores. Por fim, avançando para a semifinal com campanha invicta. Sendo todos os triunfos com diferença de dois dígitos para os adversários. No jogo valendo passagem à final, a Seleção Brasileira tinha os Estados Unidos pela frente. Vale ressaltar que a equipe dos EUA não levou jogadores que atuavam pela NBA. Contudo, a seleção de Tom Izzo tinha nomes como Chuck Hayes e Emeka Okafor. Seja como for, o time verde e amarelo carimbou presença na final, com vitória pelo placar de 92 x 80.

SHOW NA FINAL   

Na disputa pelo ouro, a seleção tinha os donos da casa como adversários. Literalmente invadindo o ginásio, os dominicanos lotaram o Palacio de los Deportes. José Vargas, pivô do time da casa, era velho conhecido do elenco brasileiro. Atuando no Brasil, pelo Vasco e Franca, Vargas conquistou títulos como Sul-Americano e Brasileiro. Contudo, apesar da grande comoção e apoio nacional, a República Dominicana não viu a cor da bola durante o confronto. A Seleção Brasileira abriu 20 x 2 ainda no primeiro quarto. Por fim, o ouro foi sacramentado com vitória pelo placar de 89 x 62.

REDENÇÃO DO BRASIL NO PAN DE 2007 

Já em 2007, a Seleção Brasileira chegava sob pressão e olhares desconfiados. A exigência por resultado era simples: o Pan seria realizado em terras canarinhas, no Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, a desconfiança vinha de dois fatores. Primeiramente, pelos fracassos recentes, fruto da ausência nas Olimpíadas de Sydney, 2004, e uma eliminação precoce no Mundial de 2006. Por último, dos 12 atletas convocados, oito eram estreantes no Pan-Americano. Na véspera do torneio, outra má notícia, Alex Garcia foi cortado por conta de fratura na mão esquerda.

Apesar das adversidades, a Seleção Brasileira, ainda assim, foi dominante na primeira fase. Em campanha invicta e ótimo jogo coletivo, o Brasil liderou o grupo A, que contava com Canadá, Porto Rico e Ilhas Virgens. Em seguida, na semifinal, o Brasil teve o jogo mais disputado do mata-mata. O Uruguai, com jogo físico, encostou  no placar durante todo o segundo e terceiro quarto. Felizmente, com destaque para os 22 pontos de Valtinho, o Brasil superou os uruguaios pelo placar de 85 x 73.

OUTRO PASSEIO NA FINAL

Agora na finalíssima, realizada na Arena Multiuso, o Brasil enfrentou Porto Rico. Aliás, o velho conhecido, da fase de grupos, tinha sido a maior pedra no sapato durante o torneio. No primeiro jogo, a Seleção Brasileira ganhou pelo apertado placar de 97 x 94. Entretanto, na final, o jogo foi um passeio do time da casa. Como resultado, após o primeiro quarto, a vantagem já estava na casa dos dezessete pontos.

Em noite apagada de JJ Barea, somado ao péssimo desempenho do time porto-riquenho, a dificuldade foi bem diferente do primeiro encontro. O placar terminou em 86 x 65, com destaque para JP Batista, com 20 pontos. Coube ao veterano Marcelinho Machado, tricampeão pan-americano, a honra de assumir o microfone e mandar mensagem aos torcedores que apoiaram a seleção. Por fim, assim como no Vôlei, os atletas do basquete mergulharam de peixinho na quadra para comemorar.

Foto destaque: Reprodução/GE

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Bio: Me chamo Alexandre Victor, tenho 22 anos, e curso Jornalismo pela Unesp. Apaixonado por esportes, principalmente pela bola laranja. Twitter: @outroale_victor e Insta: @ale_vitor

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