Boxe Olímpico

No pavilhão 6 do Riocentro, entre os dias 6 e 21 de agosto, ocorreu a competição do Boxe Olímpico dos Jogos do Rio 2016. Em resumo, a edição reservou uma grande surpresa na delegação que mais conquistou medalhas, confirmou a força do boxe cubano, a decadência de algumas antigas potências, um casal de campeões e o 1º ouro do Brasil na modalidade.  Ainda mais, essa foi a 1ª edição desde Los Angeles 1984, que os homens deixaram de usar o capacete de proteção.

DOMÍNIO UZBEQUE

A princípio, o Uzbequistão não era visto como uma possível potência para a modalidade. Ainda que, podia-se ver uma boa crescente do país no boxe. Em Londres 2012, a ex-república soviética terminou com apenas um bronze. Logo depois, no Mundial de 2013, saiu do Cazaquistão com uma prata e um bronze. Já no Mundial de 2015, em Doha, no Catar, o país faturou três pratas e três bronzes.

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No Rio 2016, os Uzbeques foram campeões nas duas categorias mais leves. Hansanboy Dusmatov conquistou o ouro no Pesomosca-ligeiro e Shakhobidin Zoirov subiu no lugar mais alto do pódio no Peso-Mosca. O outro 1º lugar veio na categoria Meio-Médio-Ligeiro com Fazliddin Gaibnazarov, que já havia conquistado a prata no mundial do ano anterior. Além disso, o país conquistou mais duas pratas e dois bronzes.

CUBA MOSTROU SUA FORÇA NOVAMENTE

Liderados pelas estrelas, Julio César La Cruz, Robeisy Ramírez e Arlen López, Cuba terminou com a mesma quantidade de ouro do Uzbequistão. As três vieram dos atletas que já foram citados. Ainda mais, os cubanos conquistaram mais três bronzes. Dessa forma, a pequena ilha do caribe fez jus à toda sua tradição na modalidade.

ANTIGAS POTÊNCIAS DO BOXE QUE DECEPCIONARAM

Antes de tudo, o Estados Unidos ainda são os maiores vencedores do boxe olímpico. Contudo, já há alguns anos, os norte-americanos estão colecionando fracassos atrás de fracassos, principalmente entre os homens. Nas quatro olimpíadas já realizadas no século XXI, os americanos só conquistaram três ouros. É o que Cuba e Uzbequistão conquistaram na última edição.

Por outro lado, um país que se destacou muito em Londres 2012, mas que no Rio de Janeiro não manteve o protagonismo foi a Ucrânia. Talvez, possa se pensar que a troca de geração foi muito pesada. Não é sempre que se produz boxeadores do calibre de Vasyl Lomachenko e Oleksandr Usyk.

CASAL DE  VENCEDORES

Um caso muito curioso aconteceu nos jogos do Rio. A França terminou sua participação na modalidade com seis medalhas. Sendo duas de ouro, duas de prata e duas de bronze. Porém, o que mais saltou aos olhos é que os dois ouros franceses foram parar na mesma casa. Porque, Tony Yoka e Estelle Mossely são um casal e venceram juntos na mesma edição dos jogos.

ROBSON CONCEIÇÃO FEZ HISTÓRIA

Lutando em casa, diante da sua torcida, Robson Conceição conquistou a tão sonhada medalha de ouro. Após vencer o favorito da competição na semifinal, o cubano Lázaro Álvarez. O baiano só precisava vencer o francês Sofiane Oumiha na final. E assim o fez.

Robson conquistou o 1º ouro brasileiro na modalidade. Até então, o país só tinha 3 bronzes e uma prata. Além disso, essa medalha marcou a 2ª olimpíada consecutiva que o boxe olímpico brasileiro conseguiu ganhar ao menos uma medalha.

Foto destaque: Divulgação/AIBA

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Historiador pela UFPE e graduando em Jornalismo pela UniNassau.

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