Boxe Olímpico

Antes de tudo, acredita-se que as primeiras atividades similares ao boxe olímpico surgiram entre 3000 e 1500 a.c. Tendo registros tanto no Egito antigo, quanto que em Creta. Por algum tempo, os lutadores se utilizavam de apenas algumas faixas de couro nas mãos para se proteger.  Ainda mais, uma luta só chegava ao término quando um dos lutadores fosse nocauteado ou desistisse do combate. Portanto, as contendas poderiam durar por muito tempo.

Dessa forma, o boxe era um esporte ainda mais violento e muito mais perigoso do que é hoje. A atividade passou durante o decorrer dos anos por uma “esportização”, onde que o objetivo passava por diminuir os riscos à saúde dos praticantes.

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Assim, já no século XVII, o Marquês de Queensbury foi o responsável por regulamentar o esporte. Dessa maneira, o jeito que o ringue é armado, a divisão por categoria de peso, a obrigatoriedade do uso de luvas, protetor na boca, o tempo e a quantidade de assaltos foram definidos por ele. Portanto, tornando o boxe mais parecido com o que é hoje.

BOXE NAS OLIMPÍADAS

A princípio, o boxe é olímpico desde a época dos Jogos Olímpicos da antiguidade. Os primeiros relatos da modalidade no evento é datado de 668 a.C. Já na era moderna, o esporte esteve no programa a partir de 1904, St. Louis, EUA. Somente no ano de 1912, quando a competição foi sediada em Estocolmo, na Suécia, a modalidade não esteve presente. Isso se deu porque uma lei proibia a prática do esporte. Desde então, esteve sempre presente.

POTÊNCIAS DO ESPORTE

O Estados Unidos são os maiores campeões da modalidade e grandes lendas da história do boxe profissional disputaram e muitos conquistaram a medalha de ouro. Entre eles, Cassius Clay (Muhammad Ali), Joe Frazier, George Foreman, Oscar de la Hoya, entre outras estrelas. Contudo, o boxe amador americano viveu grande crise nas Olimpíadas do Rio 2016 e entre os homens, nenhum atleta conquistou a medalha de ouro.

Em seguida, Cuba é um outro país com uma enorme tradição no esporte. O boxe é uma paixão nacional. E o pequeno país da América Central é um grande celeiro de campeões. Félix Savón, Teófilo Stevenson, Guillermo Rigondeaux, Robeisy Ramírez e mais outros tantos medalhistas.

Ainda mais, os europeus também são destaques no esporte. Grã-Bretanha, Itália e países do Leste europeu têm muita tradição na modalidade.

MULHERES NAS OLIMPÍADAS

Somente a partir de Londres 2012, que as mulheres passaram a participar da modalidade nas olimpíadas. Em Tóquio, será a 3ª vez que elas terão o merecido espaço de competição. Estados Unidos e Grã-Bretanha são os maiores medalhistas entre elas, sendo que as americanas levam vantagem por um bronze.

MUDANÇAS PARA TÓQUIO

A princípio, mudanças importantes serão feitas para essa edição dos jogos. Primeiramente, a AIBA (associação internacional de boxe) não será a organizadora do esporte em 2021. Quem assume é o próprio COI (conselho internacional olímpico). Porque, a AIBA esteve sendo acusada desde escândalos de corrupção, problemas financeiros a manipulação de resultados.

Desse modo, mais alguns pontos sofreram alterações. No Japão, ao final de cada round, as pontuações dos juízes serão apresentadas. Na última edição, isso só ocorreu ao final do combate. Além disso, os árbitros e juízes serão escolhidos por sorteio. Outra alteração é na quantidade de categorias. As mulheres saíram de apenas três categorias e agora terão cinco. As categorias Pena (57kg) e Meio-Médio (69kg) são estreantes. Já nos homens perderam duas categorias. Saíram os meio-médios-ligeiros (69kg) e os Moscas-ligeiros (49kg).

Foto destaque: Divulgação/COI  

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Historiador pela UFPE e graduando em Jornalismo pela UniNassau.

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