Corinthians

Era por volta das 8h quando cheguei em Itaquera pra trabalhar no jogo entre Corinthians Feminino sub-17 e São Paulo válido pelo Campeonato Paulista. O clube Tricolor acabou superando as Brabinhas por 2 x 0 e consagrando-se campeão. Logo depois, após uma situação desagradável acontecer comigo na entrada da Neo Química Arena, ganhei a oportunidade de assistir pela primeira vez um jogo, em meio a torcida. Por ventura, a partida seria do meu time de coração, Corinthians contra o rival Grêmio.

CORINTHIANS X GRÊMIO: MINHA PRIMEIRA VEZ NO ESTÁDIO

Antes de mais nada, enquanto eu esperava o jogo começar andava pelos corredores em volta da arena. Meus olhos alcançavam a estrutura da arquibancada e parei por alguns minutos para admirar aquela imensidão. Logo, me perguntava o que me esperava daqui alguns minutos. A princípio, os lugares ainda estavam vazios e os portões abriam às 14h. Meu coração já estava acelerado, e quando as primeiras pessoas começaram a chegar,  fui me sentar.

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Me aconcheguei na parte sul da Arena e a energia de alguns Corinthianos já me contagiava. Em seguida, os primeiros gritos ”Ieie o Grêmio vai jogar na Serie B” se tornava um concerto e bem afinado, diga-se de passagem. 44 mil torcedores estavam presentes e o preto e branco já tomava conta da sua casa. Sobretudo, mesmo estando sozinha ali na hora, não era assim que eu me sentia. Uma sensação de completude tomava conta do meu corpo e eu nunca tinha sentido isso na vida, era surreal!

Pouco depois, com o fim do primeiro tempo, o Corinthians perdia por 1 x 0 e eu pensei: – não acredito que no meu primeiro jogo vamos perder. Apesar disso, eu olhava em volta e não tinha um torcedor que não cantava, que não gritava ”ÔôÔ Timão, Vamos Timão”, mesmo com o placar desanimador a torcida lutava firmemente.

Em seguida, o gol de empate finalmente veio. Eu estava sentada atrás do gol, quando a bola de Renato Augusto espalmou nas redes. Pulei, gritei e abracei tantas pessoas que eu nem mesmo conhecia. Eu senti o abraço de uma família. Logo depois, um sinalizador na cor rosa colocou a parte Sul sobre os holofotes e lá estava eu, com os olhos fechados e deixando aquela energia brilhante invadir o meu corpo.

Ah torcida corinthiana! o que dizer de você, ganhou meu coração

Em suma, o jogo ficou no empate por 1 x 1 e o Grêmio continua na luta contra o rebaixamento. Por outro lado, o Timão se classificava para a Libertadores. A princípio, o time comandado pelo técnico Sylvinho Campos, não teve uma atuação tão boa e errou muito nas chances. Bem como, sabemos que empate veio com a euforia da torcida que não parava de gritar. Sem tirar os mérito dos jogadores.

Pouco antes, o técnico do time Gaúcho e ex-técnico do Timão, Vagner Macini, concedeu uma entrevista pré-jogo. E após ser questionado sobre a presença da torcida, ele disse que quem jogaria era os jogadores e não os torcedores. Sobretudo, com todo o respeito Mancini, não foi isso que vimos né? Com os meus próprios olhos e alguns vídeos, posso afirmar que a torcida também jogou e muito!

Por fim, esse foi o primeiro jogo que eu assisti em um estádio e a maior experiência da minha vida. Deixo aqui a minha gratidão a torcida Corinthiana, pela energia contagiante, pelos abraços e por se tornarem a minha nova família. Obrigada.

Foto Destaque: Reprodução/SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO CONTEÚDO

Gabrielle Sena
Escolhi o jornalismo por que eu sempre tive paixão pelas palavras. Desde muito nova eu escrevia sobre tudo e de alguma forma eu sentia que era ouvida. Sou Gabrielle Sena, tenho 22 anos, moro na capital de São Paulo, jornalista e atualmente faço pós-graduação em Jornalismo Esportivo. Eu sempre quis ser escritora, entrei no jornalismo para poder aperfeiçoar minha paixão. Durante a faculdade escrevi um livro reportagem sobre Mães Narcisistas, entrevistei 20 mulheres de todos os lugares do país e contei as suas histórias. Escrever um livro foi a minha maior conquista.
O Esporte me faz sair da minha zona de conforto. Sou muito persistente com o que eu quero e me esforço 100%. Meu objetivo é crescer como jornalista e continuar me desafiando todos os dias.

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