A lendária passagem de Alfredo Di Stefano no Milionários

Primeiramente, a lendária passagem de Alfredo Di Stéfano pelo Millonarios começa no final dos anos 40. Voltemos no tempo! A América do Sul, antes de mais nada, é um continente representado por três grandes potências: Argentina, BrasilUruguai. Uma vez que o futebol era tão falado quanto visto. As jogadas clássicas, os passes, os gols, tudo era narrado. Ao som das ondas do rádio se desenhavam as mais belas obras de arte do futebol. Quando sentado ali, na sala, na varanda, ou até mesmo no quarto, todos vibravam e se emocionavam.

A princípio surgiu, neste contexto, na Colômbia, uma nova proposta de futebol. Mas não um novo esporte, e sim uma tentativa de profissionalização do futebol. Uma tentativa rebelde, alheia à FIFA. A Federação Colombiana se opunha a tal objetivo. Mesmo assim, um campeonato nacional organizado por uma administração local, sem o aval da entidade internacional se desenhava. Sem um consenso oficial, porém com muita plata para gastar. Em contrapartida, a Colômbia se dividiu: surgiram duas competições. decerto, uma amadora, com o apoio da federação nacional e da FIFA, e a outra, Dymaior (División Mayor), a fim de uma profissionalização e popularização do futebol local.

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O Eldorado colombiano

Na época, um dos clubes mais ricos e dispostos a investir no futebol colombiano era o Millonarios. O clube, afim de popularizar o esporte, não hesitou em pôr a mão no bolso. Assim, trouxe a lenda Alfredo Di Stéfano, conhecido por sua passagem de sucesso pelo River Plate e pela seleção argentina. Mas não somente Alfredo, mas vários outros jogadores de renome em seus países, principalmente na Argentina.

O Millonarios não fora o único clube a investir no futebol na Colômbia. Vários clubes desta liga alternativa apostaram seus investimentos no esporte. Atletas do mundo inteiro voltaram suas atenções e interesses para a Colômbia. Ingleses, iugoslavos, italianos, húngaros, peruanos e também brasileiros fizeram parte dos plantéis dos times colombianos. Todos tendo como atrativo principal os altos salários oferecidos pelos colombianos.

É nesta autodenominada “Liga Pirata” que Di Stéfano foi jogar. O argentino era magro, loiro, tímido, porém muito veloz dentro de campo, o que lhe rendeu o apelido de La Saeta Rubia (Flecha Loira). Destacava-se por sua habilidade e domínio de bola, aliados a uma velocidade estonteante. Tais características faziam do craque um oponente extremamente difícil de se marcar.

A era Balé Azul do Millonarios

O Balé Azul (como era chamado) provavelmente foi a equipe mais forte da história do futebol colombiano. Grandes craques, vindos principalmente da Argentina, formavam o Dream Team Tropical. O futebol no país dos hermanos passava por uma dura crise. Jogadores faziam greve em prol de pagamentos de melhores salários. Carlos Aldabe, um mediano jogador de pouca expressão do futebol argentino, chama a atenção da equipe colombiana por fazer a função de jogador e treinador ao mesmo tempo.

Responsável por trazer seus compatriotas argentinos à Colômbia, compôs o trio formado por Di Stéfano, Nestor Rossi (campeão argentino com o River Plate) e Pedernera (vindo de um malfadado campeonato argentino pelo modesto Atlanta) garantindo a base forte do clube azul.

Imediatamente na primeira temporada (1949), o Millonarios sagrou-se campeão. Era o time dos sonhos! Vários jogadores estrangeiros, atraídos por grandes propostas salariais, compõem uma equipe praticamente imbatível. Além dos já citados, nomes como Carlos Aguilera (conhecido artilheiro argentino pelo River Plate) e Pedro Cabillón (conhecido posteriormente pelo incrível feito de marcar, no Millonarios, 42 gols em 20 jogos) formavam um grupo tão forte que venceu quatro dos próximos cinco campeonatos nacionais (1949, 1951, 1952, 1953).

Além dos craques argentinos, o time contava ainda com dois uruguaios de destaque: Schubert Gambetta, campeão invicto pelo Nacional do Uruguai, que sagraria-se campeão da Copa do Mundo de 1950,Héctor Scarone, maior artilheiro da história da seleção uruguaia (até 2011), também campeão mundial, mas da Copa de 1930.

A glória mundial

Os feitos dos Embajadores não se limitaram somente ao território colombiano. Com o tempo, os Millos passaram a ser reconhecidos ao redor do mundo. Venceu grandes clubes na América do Sul (como o poderoso River Plate, de Santiago Vernazza) e, posteriormente, avançou além-mar. Um dos grandes feitos da equipe foi uma goleada acachapante sobre o Real Madrid. Surpreendentemente, em pleno aniversário de 50 anos do clube merengue, em Madri, com o placar de 4 x 2. Tudo isto diante do próprio Santiago Bernabéu, em pessoa. À época, ele presidia o clube madrileno. E, mais tarde, daria nome ao estádio da equipe.

Após marcar dois gols na tal partida, Di Stéfano deixou o presidente do Real Madrid maravilhado. O jogador despertou muito interesse do clube espanhol por sua contratação. Mas, a despeito deste interesse, o clube colombiano continuava a fuzilar seus adversários europeus. Nesse ínterim, vitória sobre o Porto. Ainda assim, mais vitórias sobre o freguês de Madri. Aquele time parecia ser imbatível. E a Flecha Loira se destacava, ora por sua habilidade com a bola, ora por sua velocidade e finalização ao gol.

O sucesso na Colômbia

Primeiramente, sua passagem pela Colômbia é repleta de grandes atuações, recordes e muitos gols. Na liga pirata, Di Stéfano foi campeão do campeonato colombiano, em 1951 e 1953. A liga passou a ser um grande sucesso de público, ao que o craque evoluía, não só marcando gols e sendo decisivo, mas também desenvolvendo habilidades na zona defensiva, e com um passe cada vez melhor. Segundo Julio Cozzi, outro jogador do Millonarios, os torcedores dormiam do lado de fora do estádio aguardando pela partida do dia seguinte.

Dessa forma, aproveitando o sucesso da equipe, o Millonarios decidiu aproveitar para lucrar com um elenco tão estrelado. Assim, passou a marcar amistosos contra grandes equipes ao redor do mundo. Daí os jogos lendários já citados acima, com participações míticas de Alfredo.

O argentino deixou o clube colombiano como o maior artilheiro da história, com 267 gols em 292 partidas. Além de títulos e artilharias na Colômbia, venceu também a Pequena Taça do Mundo de 1953, chegando a marcar dois gols em um 5 x 1 sobre sua ex-equipe do River Plate na competição. Com Don Alfredo, o clube também abriu larga vantagem em títulos colombianos, sendo a equipe mais vencedora do campeonato nacional mesmo não o conquistando desde 1988. Somente em 2008 foi igualado pelo América de Cali. Entretanto, o casamento do dinheiro com o futebol estava prestes a acabar no país do café.

Acabou-se o que era doce

Em 1953, após muitas tentativas frustradas, o presidente do Real Madrid, Santiago Bernabéu, consegue contratar a Saeta Rubia, afinal. Uma perda imensa para o Millonarios. Mal imaginava Alfredo que, mais uma vez, faria uma história ainda maior em seu novo clube. O argentino nasceu para vencer. Bem como era uma máquina de fazer gols. Tanto que deixou o clube colombiano como o maior artilheiro da história, com a incrível média de 0,91 gol por partida.

Antes de partir, Di Stéfano também disputou com o Millonarios a Pequena Taça do Mundo, também conhecida como Troféu Marcos Pérez Jiménez. Era um campeonato mundial envolvendo basicamente quatro equipes do mundo inteiro: River Plate (campeão argentino de 1952);  Rapid Wien (campeão da Europe Mitropa Cup de 1952); Millonarios, campeão colombiano de 1952; e o Espanyol, como convidado.

Na edição de 1953, além de ter o clube colombiano como campeão invicto do torneio, com cinco vitórias e um empate em seis jogos, Di Stéfano também fora o artilheiro, marcando em praticamente todas as partidas (só não marcou no empate de 1 x 1 no jogo de volta contra o River Plate, em Bogotá). A equipe colombiana terminou o torneio com quatro goleadas aplicadas em seus adversários (6 x 0 no Espanyol; 5 x 1 no River Plate; 4 x 0 no Rapid Wien; 4 x 0 no Espanyol na partida de volta), de seis jogos disputados.

Quem vai ficar com Alfredo?

Até Di Stéfano adentrar os portões do clube madrileno, muita coisa aconteceu. E por muitos anos a história permaneceu oculta. Somente mais de seis décadas depois a complexa negociação foi revelada. Documentos encontrados nos porões do River Plate datam de 1953 e contam uma história que poucos sabiam até então. Na verdade, Alfredo foi contratado junto ao clube argentino pelo Barcelona. Porém foi atravessado pelo rival madrileno. E quanto aos motivos, existem várias versões.

Há quem diga que o governo franquista tenha intercedido em favor do clube da capital (fato jamais comprovado). Di Stéfano chegou a vestir a camisa azul e grená em amistosos, mas estreou oficialmente na Espanha já vestindo a camisa branca do Real. Segundo reportagem do jornal El País, documentos achados em Buenos Aires 64 anos depois provam que o Barcelona foi passado para trás.

O documento

São mais de 30 páginas de documentos oficiais, telegramas, notas promissórias e comprovantes de pagamento entre os quatro clubes (River, Barcelona, ​​Real Madrid e Millonarios) que participaram de uma operação tão complexa que ainda exala uma aura de mistério até hoje. Os arquivos encontrados no escritório do clube argentino datam de maio a setembro de 1953. Portanto, foram ocultados por 64 anos e confirmam como o Barcelona tentou comprar o atacante argentino.

O time da Catalunha até o comprou, embora em vão: no final de setembro de 1953, Di Stéfano faria a sua estreia oficial na Espanha mas não com a camisa do Barça, mas sim com a do Real Madrid, uma equipe que alcançaria uma grandeza que ainda não tinha (o clube presidido por Santiago Bernabéu havia vencido a liga pela última vez há 20 anos, em 1933).

Documento assinado em 7 de agosto de 1953 prova que o River Plate acertou a venda de Di Stéfano ao Barcelona (Reprodução/SILVINA FRYDLEWSKY)

A verdade revelada

O Galáctico se interessou pelo atacante, mas inicialmente o Barcelona tomou frente e solicitou o jogador junto ao clube argentino. Os documentos encontrados mais de seis décadas depois detalham que o River avaliou Di Stéfano em 19 de maio de 1953 em 2.5 milhões de pesos na moeda nacional, a moeda argentina da época, equivalente a 108 mil dólares.

Na semana seguinte, o Barcelona enviou uma contraoferta de 1.8 milhões de pesos, até que finalmente no mês seguinte, em 25 de junho, River e Barcelona concordaram em transferir 2 milhões de pesos, cerca de $ 87 mil, com a primeira metade a ser paga em dinheiro antes de 10 de agosto, e a outra metade em três vezes até o final de 1954.

Houve então um acordo entre os clubes: “Estamos muito satisfeitos com o acordo para o jogador Di Stéfano”, escreveram de Buenos Aires, em operação assinada pelos dois presidentes, Enrique Pardo , do River, e Enric Martí Carreto, do Barcelona, ​​embora o quarto ponto afirmava: “todo este acordo está sujeito ao fato de que antes de 26 de julho o jogador Di Stéfano se junte real, físico e legalmente ao Barcelona Futebol Clube, tendo resolvido todas as dificuldades que possam surgir de sua saída da Colômbia. Se essas condições não funcionarem, o acordo será rescindido”.

Reviravolta mais que inesperada

Entretanto, apareceu o Real Madrid. O documento do arquivo “Transferência de Di Stéfano para o Barcelona” não mostra mais o papel timbrado do clube catalão, mas sim da outra equipe que lutava pelo argentino e que havia optado por uma estratégia oposta: primeiro contato com o Millonarios, o clube para ao qual pertencia mais um ano de contrato de Di Stéfano, e só mais tarde com o River.

Numa carta de 24 de julho, assinada por Santiago Bernabéu de Yeste, o presidente do Real Madrid escreveu aos dirigentes argentinos: “Temos o prazer de vos apresentar ao portador desta carta, Sr. Raimundo Saporta Namías, tesoureiro do Real Club. Ficaremos muito gratos por todos os tipos de ajuda para realizar seus esforços”. O caso saiu do controle.

Quatro dias depois, em 28 de maio, o River recebeu um telegrama de Bogotá no qual o Millonarios o informava “ter chegado a um acordo completo” com o Real Madrid para “transferir o jogador Di Stéfano até outubro de 1954″. A equipe argentina respondeu: “estamos a processar com o Barcelona a transferência definitiva do atacante”, mas também do River, que em 31 de julho, assinou acordo com a Saporta, emissária do Real Madrid. “Se em 11 de agosto de 1953, o River não tinha recebido do Barcelona a quantia fixada (com o clube catalão) em 25 de junho, se compromete a transferir o passe do jogador Alfredo Di Stéfano para o Real Madrid”, estabelece o contrato também acordado em 2 milhões de pesos.

Alfredo Di Stéfano, Santiago Bernabéu e Raymond Kopa (Reprodução/UNIVERSAL)

Os poréns da negociação

Porém, antes do fim do prazo, em 7 de agosto, uma nota promissória de 900 mil pesos em dinheiro confirma que o Barcelona pagou o passe. “Senhor dirigente do clube do Barcelona, ​​temos o prazer de lhe dirigir a palavra para informá-lo de que o Conselho de Administração resolveu conceder-lhe o passe Alfredo Di Stéfano para que a partir de agora possa representar essa prestigiosa entidade amiga”.

O Real Madrid pressionou o River pela última vez com um telegrama: “Sem notícias suas e depois de expirado o prazo, esperamos que comunique por telégrafo que o nosso contrato está em vigor”, ao que o River respondeu a Santiago Bernabéu que ele já havia recebido o dinheiro do Barcelona, ​​então o vínculo assinado em 31 de julho com o Real Madrid estava encerrado.

Além disso, o clube argentino também informou ao Millonarios e à AFA que “concordou com a concessão” do atacante ao Barcelona. No meio de tantas voltas e reviravoltas, Di Stéfano, que já tinha 26 anos, estava em Barcelona desde 23 de maio à espera desse acordo. Ele havia se declarado à revelia com o Millonarios, não havia voltado à Colômbia desde o Natal anterior e aceitou o convite para conhecer o que supôs ser seu próximo clube.

Uma história sem fim

O porquê de que ele acabar jogando no Real Madrid, apesar do contrato assinado entre o River e o Barça, é outra história, uma que se tornaria polêmica ao longo das décadas. Alguns artigos de jornais publicados na Catalunha atribuem-no a uma suposta intervenção do governo de Franco, versão radicalmente rejeitada em Madri.

Um livro também reconstrói, com documentos da época, as pistas ocultas da transferência (segundo o caso Di Stéfano, toda a verdade sobre o caso que marcou época, de Xavier Luque e Jordi Finestres, Ed. Península, 2006). De qualquer forma, os telegramas que encerram o processo encontrado no River mostram que a situação ficou nublada para o Barça.

A história poderia ser outra! (Reprodução/Twitter)

O descaso do River Plate com o Barcelona

Primeiramente, em 7 de setembro, o clube catalão comunicou aos argentinos sua preocupação com um recorte de jornal em que o presidente do River declarava que não devolveria o dinheiro se o Barcelona pedisse. Com quatro clubes na operação, a FIFA interveio com uma decisão salomônica (pelo menos pretendida ou anunciada) e, em 15 de setembro, decidiu que Di Stéfano jogaria a temporada de 1953/54 pelo Real Madrid, a seguinte pelo Barcelona, e assim por diante até 1957 (decisão posteriormente rejeitada pelo Barcelona, ​​que se sentiu prejudicado, e em outubro daquele ano de 1953 venderia ao Real Madrid a parte que havia comprado o clube argentino).

O River respondeu vagamente ao Barcelona, ​​como se estivesse encerrando a questão entre os dois clubes, no dia 23 de setembro, justamente no dia em que Di Stéfano estreou com a camisa do Real Madrid, o primeiro clube que teve que jogar conforme o acordo da FIFA, em um amistoso contra o Nancy, da França. À esta altura, os deparamos com uma “coincidência”: as mais de 30 páginas do processo encontrado no River, “Transferência do jogador Alfredo Di Stéfano para o clube de futebol do Barcelona”, se encerram nessa data, 23 de setembro, dia zero de Di Stéfano vestido de Branco.

Mas, a partir daí, após 20 anos sem títulos (o Real Madrid não era campeão espanhol desde 1933), o argentino levaria o clube a vencer oito ligas e cinco Copas da Europa (futura Champions League) entre 1954 e 1964, um marco que mudaria a história do futebol, apesar de documentos empoeirados afirmarem o contrário: que o Barcelona comprou Di Stéfano.

O legado

Dessa forma, Di Stéfano, ao lado de outros grandes nomes, marcou uma época para o futebol local. Todavia, depois que Don Alfredo aterrissou na Colômbia, nunca mais o futebol foi o mesmo naquele país. Mas argentino abriu uma porta imensa de conquistas e glórias. Assim, ao sair da equipe, fechou-se esta porta. Decerto ninguém mais a abriu. Entretanto, a partir da saída do craque, o Millonarios caiu no ostracismo mundial.

De fato, La Saeta Rubia, com toda a sua habilidade e velocidade, deixou a sua marca no futebol colombiano. Posteriormente, no futebol mundial. Há quem diga que ele foi até melhor que Pelé. Seriam os argentinos otimistas demais? Talvez Di Stéfano tenha sido maior que Maradona. Pode ter sido o primeiro grande rei do futebol. Mas, de fato, foi o maior da Liga Colombiana, sendo que a mesma se divide, portanto, em Antes e Depois de Di Stéfano.

Decerto uma verdade há de ser dita aqui: Don Alfredo é, inegavelmente, um dos responsáveis por um futebol colombiano profissional. Aos moldes do espetáculo visto hoje a nível mundial. Uma vez que o craque é parte de um processo de transformação do esporte num país. Mas não só o futebol, como também uma nova cultura do entretenimento que mudou o modo como o colombiano vê o esporte. Por fim, Di Stéfano foi glorioso na Colômbia e por onde mais passou. Portanto, esta glória ninguém pode tirar.

Foto destaque: Reprodução / Internet

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Estudei Letras, com ênfase em Linguística e Ensino de Língua Inglesa. Atuo como professor de Língua Portuguesa e Inglesa desde 2009. Escolhi o jornalismo esportivo após participar e ir até as finais do concurso Talentos da Narração, promovido pelo canal Sportv, em 2014. Após isto, comecei a trabalhar no rádio, apresentando programas esportivos, narrando e comentando partidas de futebol. Como redator esportivo realizo o sonho de aliar minha formação acadêmica com a experiência adquirida na área esportiva. Sou muito obstinado (não desisto nunca) e pretendo dedicar-me ao máximo para que um excelente trabalho seja feito.

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