Nesta quarta-feira (22), foi realizado o primeiro confronto, entre Flamengo, e Barcelona-EQU, no Maracanã, pelas semifinais da Libertadores da América. Sendo assim, as grandes notícias da noite, pelo Flamengo, foram, a estreia de David Luiz, e a volta de Bruno Henrique, no time titular.

O primeiro tempo

Acima de tudo, Renato escalou o seu time, com algumas novidades. A primeira delas, a estreia de David Luiz, na zaga. Outra novidade foi, a entrada de Andreas Pereira, no meio campo, fazendo companhia para Willian Arão.

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A saída de bola, pelo Flamengo, era exercida basicamente, com uma saída em 3-1, conhecida na equipe. Willian Arão, entre os zagueiros, e Andreas, como homem base. Enquanto isso, a equipe de Fabian Bustos, exercia uma média pressão, posicionada no 4-4-2, com dois homens cercando os três defensores, e Nixon Molina perseguindo Andreas.

Com isso, a equipe equatoriana, conseguia anular a transição ofensiva, pelo meio campo, forçando Everton Ribeiro a se deslocar pelos lados. O jogador flamenguista, passou o início da partida, circulando entre lado direito, ataque e lado esquerdo, não conseguindo construir pelo meio.

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Em primeiro lugar, com esta dificuldade, o Flamengo, começa a perder o meio campo, e o Barcelona sobe suas linhas, iniciando uma pressão alta, levando perigo ao gol de Diego Alves.

Neste momento, os equatorianos começam a dominar a partida, mantendo a posse de bola, e imprimindo um futebol de aproximação, e triangulações, conseguindo duas boas finalizações.

Flamengo cresce na partida

Mas, o domínio dos equatorianos, não durou mais que 10 minutos. Everton Ribeiro, finalmente, conseguiu encontrar espaço no meio campo, graças a movimentação de Andreas Pereira, e acelerar a transição ofensiva, pegando a defesa do Barcelona desarrumada. Vitinho, e Bruno Henrique, ocuparam a mesma zona do campo, enquanto Everton Ribeiro se posiciona próximo da “zona 14”, que fica em frente a grande área. A partir deste ponto, com espaço, ele tem visão e tempo para distribuir as jogadas.

Com a vantagem no placar, algumas falhas defensivas, do Barcelona, começam a aparecer. Isla, e Renê, buscam dar o máximo de amplitude, conseguem abrir a defesa, e criam espaços para as movimentações dos homens de frente.

Além disso, aos 38 minutos, o Flamengo, consegue o seu segundo gol. Em um erro de passe, de Damián Diaz, proporcionou o contra-ataque para os flamenguistas. Com o erro, oito jogadores, do Barcelona, ficaram no campo de ataque. Enquanto isso, Vitinho, Bruno Henrique e Gabi Gol, criaram superioridade numérica, nos dois defensores.

Consequentemente, no fim do primeiro tempo, ainda houve tempo, para Nixon Molina ser expulso, depois de uma falta, em cima de Bruno Henrique. O equatoriano levou o segundo amarelo, e desfalcou a equipe, em todo o segundo tempo.

Segundo tempo

Como resultado, com um jogador a mais, a tendência era de domínio absoluto do Flamengo. Mas, uma substituição, não proporcionou essa superioridade.

Renato, substituiu Vitinho, por Thiago Maia. Essa substituição, fez com que o Flamengo congestionasse o meio campo, o que, na minha visão, deveria ter efeito contrário.

O Barcelona, se postava no 4-4-1, e esperava o Flamengo. Com essa formação, era nítido, que o meio campo não teria espaço. A tendência, deveria ser, abrir o time, para criar espaços.

Por fim, essa mudança, mais o placar favorável, esfriaram a partida. O Flamengo diminuiu o ritmo, e Renato efetuou algumas trocas, para poupar jogadores, prevenindo o desgaste físico. Além disso, a próxima partida acontecerá no dia 29, na altitude de Guayaquil, no Equador.

Foto Destaque: Divulgação/Flamengo

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Daniel Klabunde
Formado em Análise de desempenho, na Universidade do Futebol. Co-autor do livro "As táticas dos campeões".

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