Futebol

Um futebol lindo e espetacular. Isso é o que podemos falar da grande temporada que o Corinthians Feminino fez. Deu aula de sintonia, de qualidade, de tática e de coragem. Neste domingo (21), o time brasileiro bateu o Independiente Santa Fé, por 2 x 0, na decisão da Libertadores feminina 2021.

A princípio, o clube alvinegro se consagra um dos melhor da América. E, mesmo levantando a taça da vitória, ainda assim necessita de muitas coisas. Logo, as denominadas Brabas sabem que chegar até aqui não foi nada fácil, e é sobre isso que precisamos falar.

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Futebol feminino e a luta pela visibilidade

Antes de tudo, desde a sua reativação, em 2016, o Corinthians colecionou títulos e vitórias. E é aquele time que é um equilíbrio total entre o técnico e as jogadoras. Diga-se de passagem, um dos elencos mais fortes já vistos na categoria. Ainda este ano, no aniversário de 111 anos do clube, as alvinegras ganharam patrocínios e um pouco mais de visibilidade.

Apesar disso, o futebol feminino em si ainda é rodeado de preconceito. E, bom, a gente sabe que a categoria masculina ainda é a preferida, mesmo as meninas fazendo uma campanha muito melhor. Sobretudo, sabemos que é de degrau em degrau que a gloria é delas. Em contrapartida, o Corinthians conquistou o tricampeonato com uma garra absurda, jogando com raça e até mesmo danço lição de humanidade, mesmo com todas as dificuldades no caminho.

Em síntese, a equipe brasileira arrecadou 85 mil dólares com a conquista (R$ 475,5 milhões na cotação atual). O valor é 177 vezes inferior ao que Palmeiras ou Flamengo, que decidirão a categoria masculina da competição, no próximo sábado (27), embolsarão. Além disso, o valor não foi alterado nas três temporadas mais recentes da torneio da categoria feminina.

Racismo aqui não!

Antecipadamente, na partida da semifinal da Libertadores o Corinthians enfrentava o Nacional. Antes disso, as equipes já tinham se encontrado na primeira fase em um duelo complicado. Em seguida, garantindo a vaga para a final, o Timão vencia, por 6 x 0, aos 30 minutos do segundo tempo. Logo depois, a atacante Adriana, na cobrança de um pênalti, sofreu um ato de racismo. Bem como, as uruguaias a chamaram de ”macaca”.

Naquele momento, o Corinthians não parou de jogar, e veio o sétimo e o oito gols como forma de protesto. Portanto, vencendo por 8 x 0 , as alvinegras erguiam os seus braços dizendo “racismo aqui não”! Uma das coisas mais emocionantes de ser ver.

Torcida rumo a Montevidéu

Em suma, na final do torneio, a Gaviões da Fiel levou os torcedores em uma caravana gratuita ao estádio Gran Parque Central, em Montevidéu. De saída do Brasil na madrugada de sexta (19) para sábado e tudo por elas. Logo, a ação foi a primeira da história já vista pela equipe do futebol feminino. Sobretudo, uma das atitudes mais grandiosas e que com toda certeza contribuiu muito para a vitória e visibilidade.

Além disso, a conquista do tricampeonato das corinthianas liderou o Ibope da TV fechada. A partida foi transmitida pela Disney, através do canal FoxSports. Segundo dados divulgado pela Notícias da TV, o confronto marcou 0,8 de audiência.

Em suma, nós sabemos o quanto o futebol feminino vem evoluindo e ganhando um pouco mais de espaço. Sobretudo, sabemos que o caminho ainda é longo para as mulheres no esporte e que há muito a se conquistar. Todavia, o Corinthians vem fazendo um bom trabalho e se tornando uma grande referência. Não só de futebol, mas de representatividade, de coragem, força. E é por isso que eu as agradeço tanto por mostrar que lugar de mulher, é onde ela quiser. 

Foto Destaque: Reprodução/Conmebol

Gabrielle Sena
Escolhi o jornalismo por que eu sempre tive paixão pelas palavras. Desde muito nova eu escrevia sobre tudo e de alguma forma eu sentia que era ouvida. Sou Gabrielle Sena, tenho 22 anos, moro na capital de São Paulo, jornalista e atualmente faço pós-graduação em Jornalismo Esportivo. Eu sempre quis ser escritora, entrei no jornalismo para poder aperfeiçoar minha paixão. Durante a faculdade escrevi um livro reportagem sobre Mães Narcisistas, entrevistei 20 mulheres de todos os lugares do país e contei as suas histórias. Escrever um livro foi a minha maior conquista.
O Esporte me faz sair da minha zona de conforto. Sou muito persistente com o que eu quero e me esforço 100%. Meu objetivo é crescer como jornalista e continuar me desafiando todos os dias.

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