Futebol Feminino

Ainda durante os primórdios, a mulher tocar em uma bola era considerado uma ofensa. Diziam que não era o seu lugar, sabe? A princípio, o futebol era território do homem. Sendo assim, o jargão de ”lugar da mulher é onde ela quiser” ganhou ainda mais força esse ano. E mesmo que, ainda tenha tanta coisa pra conquistar o caminho da vitória é claro.

Neste final de semana, o time do Corinthians feminino conquistou a taça de um torneio inédito na categoria: a Supercopa Feminina. Bem como, pra tornar tudo ainda mais revolucionário, a narração dos jogos foi feita por uma jornalista mulher em TV aberta. Renata Silveira e Timão fizeram uma baita história.

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FUTEBOL FEMININO É A VERDADEIRA REVOLUÇÃO

Qualidade, técnica e amor é o que não falta no futebol feminino. Bem como, a crescente evolução da categoria nos dias atuais foi muito desacreditado. E assim, também é na profissão de quem escolheu o esporte, para escrever, para narrar e pra contar histórias. No entanto, todas as suposições tiveram o seu fim decretado.

Em contrapartida, o torneio inédito a Supercopa Feminina quebrou paradigmas. Colocou jogadoras em campo em busca de mais um título. E a voz de uma mulher para narrar cada detalhe. Neste domingo (13), o time do Corinthians conquistou a taça e se tornou o mais temido da categoria. Sobretudo, outros clubes como: Flamengo, Real Brasília e o Grêmio que chegou a final mostraram habilidades impressionantes. Mesmo não atingindo o objetivo, lutaram como verdadeiras garotas.

A verdade é que, o time paulista e atual preferido da América segue dando uma lição e inspirando cada vez mais a categoria. No fim, as meninas Alvinegras é a falha no sistema de quem não acreditou, a própria revolução.

NARRAÇÃO HISTÓRICA

Uma tarde de domingo e a TV ligada no futebol e a voz de uma mulher durante a transmissão chamava atenção. Renata Silveira, 32, estreou na última quarta-feira (9), como narradora da partida entre Flamengo e Grêmio, na Globo. Tornando-se a primeira mulher a narrar um jogo do esporte mais popular do Brasil e, em uma emissora de maior audiência do país.

Do mesmo modo, que as jogadoras enfrentam uma batalha todos os dias por um espaço, nas telinhas não é diferente. Sendo assim, a conquista de Renata Silveira, também é minha minha e de todas nós mulheres no Jornalismo Esportivo.

Foto Destaque: Reprodução/Adriano CBF

Gabrielle Sena
Escolhi o jornalismo por que eu sempre tive paixão pelas palavras. Desde muito nova eu escrevia sobre tudo e de alguma forma eu sentia que era ouvida. Sou Gabrielle Sena, tenho 22 anos, moro na capital de São Paulo, jornalista e atualmente faço pós-graduação em Jornalismo Esportivo. Eu sempre quis ser escritora, entrei no jornalismo para poder aperfeiçoar minha paixão. Durante a faculdade escrevi um livro reportagem sobre Mães Narcisistas, entrevistei 20 mulheres de todos os lugares do país e contei as suas histórias. Escrever um livro foi a minha maior conquista.
O Esporte me faz sair da minha zona de conforto. Sou muito persistente com o que eu quero e me esforço 100%. Meu objetivo é crescer como jornalista e continuar me desafiando todos os dias.

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