Inglaterra x Dinamarca

Nesta quarta-feira (7), Inglaterra x Dinamarca disputam a semifinal da Eurocopa 2020. A saber, os ingleses buscam o primeiro título da competição. Por outro lado, os dinamarqueses já venceram em 1992 e buscam o 2° caneco. Porém, a pauta deste texto é direcionada aos 11 titulares de cada seleção.

A atual edição da Euro possui equipes bastante renovadas e/ou com muitos jovens, e outras aquém da experiência. Assim, a Inglaterra se destaca com vários excelentes jogadores e é uma das favoritas a conquistar o torneio. Já a Dinamarca chega às semifinais embalada, depois de eliminar País de Gales (4 x 0) e República Tcheca (2 x 1).

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Os Three Lions têm a 2ª equipe mais jovem da Eurocopa, com média de 25,2 anos. Por outro lado, das 26 seleções, os dinamarqueses detêm o 14° elenco mais velho da Euro, com 27,7 anos.

Hora da verdade: quem são os melhores 11 x 11?

Goleiros: equilíbrio entre Pickford e Schmeichel

Jordan Pickford já está na meta da Inglaterra desde 2017. Ele, inclusive, disputou a Copa do Mundo de 2018 como titular. A saber, o goleiro é um dos principais nomes da seleção nesta edição da Eurocopa. Os Three Lions não sofreram sequer um gol, e Pickford tem enorme crédito por conta disso.

A princípio, o inglês é o único goleiro da Euro que não sofreu gol, ou seja, cinco clean sheets. Além disso, dos 24 arqueiros da competição, o camisa 1 da Inglaterra é apenas o 20° colocado em defesas por jogo (1.8), justamente por sua seleção possuir um forte sistema defensivo.

Kasper Schmeichel carrega consigo o nome e sobrenome de uma das maiores lendas da história da Dinamarca: Peter Schmeichel, seu pai, que foi campeão da Eurocopa 1992. Pela seleção, o goleiro do Leicester City foi titular no último Mundial. Já nesta Euro, tem apenas um clean sheet. No entanto, é o 21° na posição que menos fez defesas por partida (1.6).

Defesa: certa disparidade entre as seleções

Primeiramente, é importante destacar que Inglaterra e Dinamarca possuem diferentes sistemas defensivos, mas com certa semelhança em algumas partidas. Assim, os Three Lions, por vezes, até na Eurocopa 2020, atuaram com uma linha de três, tendo Kyle Walker jogando entre os zagueiros. Porém, ao decorrer da competição, o técnico Gareth Southgate aboliu o esquema.

Já a Dinamarca começou a atuar com três zagueiros após a perda da sua principal estrela: Christian Eriksen. O treinador Kasper Hjulmand trabalha com defensores altos e de forte jogo aéreo, que, principalmente, atuam nas principais ligas do futebol mundial.

Harry Maguire e Luke Shaw já estiveram envolvidos em alguns gols no torneio europeu. Maguire marcou uma vez, na goleada sobre a Ucrânia por 4 x o. Shaw é o maior assistente da equipe (3).

Inglaterra: Kyle Walker, John Stones, Harry Maquire e Luke Shaw.
Dinamarca: Andreas Christensen, Simon Kjær (C) e Jannik Vestergaard.

Meio-campo: predominância geral da Inglaterra

A Inglaterra tem um meio-campo com jogadores de qualidade superior ao da Dinamarca. Assim, Declan Rice e Kalvin Phillips casaram com extremo sucesso na “meiuca” inglesa. Seguros, com forte poder de marcação e ótima capacidade de chegarem ao ataque. Além deles, Jordan Henderson aparece como o ideal substituto, caso algum deles não estejam à disposição de Southgate.

Agora, a Dinamarca conta também com dois excelentes jogadores: Thomas Delaney e Pierre-Emile Højbjerg. Em números, os dois se destacam em gols e assistências em comparação aos volantes ingleses. Højbjerg já contabiliza três passes para gol, enquanto Delaney tem um tento anotado contra a República Tcheca.

Os dinamarqueses contam com fortes alas que atacam bem os espaços pelo lado do campo. Joakim Mæhle e Jens Stryger Larsen destacam-se na Euro. A saber, Mæhle esteve envolvido em três gols da seleção, sendo dois tentos e um passe para gol. Por outro lado, Larsen contabiliza uma assistência.

Ofensividade de Inglaterra e Dinamarca

A linha de frente da Inglaterra se sobressaí em larga escala em comparação aos jogadores da Dinamarca. Assim, os ingleses têm o luxo de ter, na construção ofensiva, Raheem Sterling, Mason Mount e Jadon Sancho. Sterling é um dos melhores atletas da equipe nesta Eurocopa, tendo marcado marcado três gols e oferecido uma assistência. Ele foi o principal responsável do elenco na fase de grupos da competição.

Por outro lado, a Dinamarca tem um sistema em que Martin Braithwaite e Mikkel Damsgaard são livres para fazer o papel de criação e avançar como pontas ao ataque. Ambos têm um gol cada nesta Euro.

Ataque: Kane x Dolberg

Chegamos a um ponto a ser bastante destacado nesta Eurocopa, principalmente na Inglaterra: o comando de ataque. Harry Kane foi o principal artilheiro (23) e assistente (14) da Premier League 2020/21. Ou seja, a moral do craque do Tottenham está em alta para a disputa da Euro? Digo que não foi bem assim. A temporada passada exigiu muito da parte física dos atletas, e Kane, ao que parece, sentiu isso. Ele passou em branco na fase de grupos.

Porém, começou a deslanchar contra a Alemanha, pelas oitavas de final do torneio. Um gol marcado sobre os alemães, e outros dois diante da Ucrânia de Andriy Shevchenko, nas quartas de final. Kane já é o artilheiro (3 gols) dos Three Lions na Eurocopa, ao lado de Raheem Sterling.

Por fim, temos o principal destaque da Dinamarca na fase mata-mata: Kasper Dolberg. O atacante do Nice, da França, foi muito bem contra o País de Gales, na goleada por 4 x 0, pelas oitavas de final da Eurocopa. Ele marcou duas vezes diante dos galeses e foi eleito o melhor da partida Além disso, tem um tento marcado na fase seguinte, sobre a República Tcheca.

Foto Destaque: Divulgação/Getty Images

Matheus Henrique Petolini
Escolhi fazer jornalismo em virtude da paixão pela comunicação, especialmente quando falo sobre futebol. Fiz estágio colaborativo na Premier League Brasil (03/2020 a 02/2021), para a editoria de Instagram. No momento, me vejo aberto para variadas opções dentro do jornalismo. Mas, com toda certeza, tenho o sonho da especialização em jornalismo esportivo. Gosto de novos desafios, pois são essenciais para o desenvolvimento de qualquer profissional. Logo, me vejo como uma pessoa bastante colaborativa e democrática, no campo das ideias e debates.

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