INTZ. (Foto: Divulgação/INTZ)

Antes de mais nada, o que uma equipe precisa fazer para ser considerada a maior de algum esporte? É a que detém mais títulos? A mais popular? A que possui o melhor elenco? Certamente é uma pergunta bem complexa. Assim, no League of Legends mundial, várias organizações brigam todos os anos para figurarem dentre as maiores. Mas e no cenário brasileiro? Bem, se o quesito for número de títulos, tudo fica mais simples, nós temos uma que podemos chamar de maior da história, seu nome é INTZ, a pentacampeã do CBLOL. Este é o tema da coluna Controlando o Jogo.

A EQUIPE

Primeiramente, fundada em 2014, no Brás, em São Paulo, a organização atua em diversos games que possuem um cenário competitivo. Assim, a ideia de seus fundadores, Lucas e Rogério, tinha o intuito de que a INTZ participasse do maior número de jogos possíveis. E isso aconteceu. Atualmente são mais de 10. No entanto, hoje vamos focar apenas na equipe de LoL.

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CAMPANHAS

O início

Logo em seu primeiro ano, a INTZ venceu a classificatória online e teve o direito de disputar o segundo split do CBLOL. Todavia, acabou sendo eliminada na primeira fase para a paiN Gaming. Entretanto, em 2015, os Intrépidos não só disputaram, como venceram o primeiro split nacional, garantindo assim, uma vaga no International Wildcard (repescagem) para o Mid-Season Invitational.

De fato, o evento, realizado em Istambul, na Turquia, não terminou como o esperado, em uma final acirrada, os brasileiros perderam para os anfitriões do Beşiktaş numa série repleta de polêmicas. Porém, no segundo split, a INTZ optou por fazer algumas mudanças em sua line-up, o que não impediu que a equipe fizesse uma ótima campanha e, posteriormente, ter chegado à final. Bem como em uma partida de domínio total, a paiN saiu como vitoriosa (3 x 0).

A volta do Caçador e a formação do Exódia

Já em 2016, o Caçador Gabriel “Revolta” Henud estava de volta, retornando com a formação campeã do primeiro split de 2015. A partir daí, glórias estavam por vir. A equipe, que também tinha no elenco Felipe “Yang” Zhao, Gabriel “tockers” Claumann, Micael “MicaO” Rodrigues e Luan “Jockster” Cardoso, passou a ser conhecida como Exódia e aniquilou os adversários na primeira etapa, assim, se classificando novamente à repescagem do Mid-Season Invitational.

Após atuações não muito convincentes, eles perderam nas semifinais para a Hard Random da Comunidade dos Estados Independentes. Assim, tal fato não fez com que mudassem a formação, pelo contrário, a organização estava decidida que aquele elenco ainda era o ideal para continuar e disputar o segundo split.

E realmente estavam certos, a INTZ fez a dobradinha e acabou indo para a repescagem do Worlds. O torneio, realizado no Brasil, contou com os campeões das regiões emergentes, que batalharam entre si para ficar com as duas vagas em aberto para o maior torneio do LoL mundial. Os brasileiros demonstraram muita atitude e depois de jogos emocionantes, se juntaram à Albus NoX Luna e carimbaram os passaportes para os Estados Unidos.

Na terra do Tio Sam

Em solo norte-americano, logo na estreia a INTZ desbancou a chinesa EDG, uma das favoritas ao título, numa partida inesquecível que ficará marcada em nossa história. Infelizmente, a ilusão foi grande, já que nossos meninos perderam todos os jogos seguintes, amargando uma campanha longe da ideal.

A INTZ voltaria a vencer um CBLOL apenas em 2019. Com um elenco inteiramente reformulado, os Intrépidos fizeram uma série disputadíssima contra o Flamengo na decisão da primeira etapa e, de virada, foram direto para o Vietnã disputar o MSI. A organização não conseguiu encontrar o caminho das vitórias e fez uma das piores campanhas brasileiras em eventos internacionais, vencendo apenas um jogo, em seis disputados.

Mais de um ano se passou e, com isso, chegamos ao segundo split de 2020. Assim, com a base mantida, venceram a paiN na final, se classificando para o Mundial a ser realizado em Xangai na China. Após um início muito ruim, a INTZ conseguiu se encontrar na competição, vencendo a forte Team Liquid, dos EUA. Porém, perderam o desempate para a europeia MAD Lions, sendo eliminada na primeira fase.

RELEVÂNCIA

Antes de mais nada, mesmo pouco tempo após sua fundação, a INTZ já mostrava que não estava para brincadeira. Assim, com investimentos acima dos padrões da época, a organização já dava os passos para se tornar uma das maiores do país no meio dos esportes eletrônicos.

Dessa forma, seu centro de treinamento, localizado em São Paulo, detém o posto de maior da América Latina. Conta com uma estrutura completa para o desenvolvimento das equipes. Bem como espaços para geração de conteúdo, relacionamento, atendimento médico e equipes administrativas. Ao todo são mais de 100 profissionais, sendo 70 atletas.

A INTZ foi escolhida pela Esports BAR (The World’s eSports Business Arena), como uma das oito melhores organizações do mundo em engajamento com a comunidade. Assim, ficou ao lado de times como Cloud9, FaZe Clan, Fnatic, 100 Thieves, Invictus Gaming, Vitality e Excelsior.

Todavia, outro fato curioso: tornou-se a única organização nacional a ter colocado três equipes no CBLOL. Assim, foram elas: INTZ Red, INTZ Genesis e INTZ Redemption. Porém, hoje, são, respectivamente, RED Canids, Team oNe e Redemption Porto Alegre.

Mas, mesmo não tendo campanhas de destaque no cenário gringo, a INTZ tem mostrado que pode sim ser considerada a maior equipe do Brasil, seja em pensamento, execução e resultados. Por fim, com tudo isso, sem dúvidas, a organização é um exemplo claro de sucesso dentro e fora dos games.

Foto destaque: Divulgação/INTZ

Davi Bicalho
Jornalista pelo Centro Universitário de Belo Horizonte. Contar histórias é o que me motiva. Twitter: @dvbicalho

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