Fazem quase 30 anos desde a primeira participação da Seleção Brasileira Feminina de basquete nas Olimpíadas de Barcelona, realizadas em 1992. Decerto, ficar na penúltima colocação entre um grupo de oito participantes não era o que a equipe esperava, sendo que, em partes, esse desempenho ruim pode ser creditado ao deslumbramento e as várias tentações que o momento especial proporcionou. Quem diria que o McDonald’s seria o vilão?

Este ano não teremos o Brasil no basquete, já que tanto a seleção feminina quanto a masculina não conseguiram a classificação. Ainda assim, o Brasil já conseguiu sua primeira medalha de ouro em Tóquio em um esporte que chegou ao evento recentemente, o surf.

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Mas, os Jogos Olímpicos estão apenas no início e os fãs estão super ansiosos para continuar acompanhando, sendo que uma parcela considerável deles tem até mesmo aproveitado as promoções do brazino777  para dar palpites nos resultado do evento esportivo.

Para celebrar os Jogos, o Yahoo Brasil tem feito entrevistas com atletas brasileiros de destaque e, recentemente, falou com Janeth Arcain, ex-jogadora que representou o Brasil em nada mais, nada menos, que quatro edições dos Jogos Olímpicos, integrando também o Hall da Fama do Basquete. Na entrevista, a ex-armadora lembrou a experiência da primeira participação nas Olimpíadas.

O famigerado McDonald’s

Antes de mas nada, a ex-jogadora afirmou que, ao chegarem à Vila Olímpica, onde a delegação ficaria hospedada, as atletas logo queriam saber onde ficava o Mc Donald’s, já que a comida no lugar seria de graça. De acordo com Janeth, uma das primeiras coisas que ela perguntou foi: “Nossa, onde tá o McDonald’s?”. Ela soube que o Méqui era do outro lado da Vila, o que rendia uma boa caminhada. Este momento engraçado ficou gravado em sua memória.

Janeth também falou sobre a quantidade de atletas que conheceram e como a Vila era linda, dizendo que as jogadoras ficaram impressionadas com o lugar e o número de gente que prestava atenção nelas. Já em quadra, o Brasil começou o certame com uma vitória sobre a Itália (85 x 75). Mas, posteriormente, perdeu para Cuba (95 x 88) e para a Equipe Unificada (76 x 64), que no seu elenco tinha atletas de toda a União Soviética após seu término.

Com os resultados ruins consecutivos, sobrou para a Seleção Brasileira somente disputar as posições do 5º ao 8º lugar do torneio de basquete. Assim, no primeiro jogo, mais uma derrota, desta vez para a Tchecoslováquia (74 x 62), deixando a equipe, que tinha nomes de peso como Paula e Hortência, numa disputa pelo último lugar. De acordo com Janeth:

“A gente se deslumbrou tanto com a Vila Olímpica que esqueceu de jogar basquete. Teve menina que acabou engordando, passando do peso e isso influencia muito no resultado que a gente poderia ter. Meninas não descansando, ficando mais tempo”.

Ela também afirma que também costumava sair, mas sempre cumpria os horários de descanso, mas nem todas as outras companheiras faziam a mesma coisa. E como o basquete é um esporte coletivo, tal postura acabou cobrando um preço. No jogo que determinaria o último lugar. O Brasil enfrentou a Itália mais uma vez. Logo, conseguindo uma vitória na prorrogação, por 86 x 83, fazendo com que a equipe não fosse a última colocada.

Muito provavelmente, o fracasso nessas Olimpíadas foi mais que suficiente para alertar as jogadoras. Assim, dois anos depois, com a mesma base que disputou os Jogos, a seleção brasileira feminina de basquete foi campeã mundial na Austrália. E nos Jogos Olímpicos de 1996 já estava disputando o ouro. Porém, acabaram sendo derrotadas e vieram para casa com a medalha de prata, sendo esta a melhor participação da história do Brasil na modalidade.

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Sou Eric Filardi, paulistano de 28 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.

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