Isaquias Queiroz e Godmann Canoagem (Reprodução/Reuters/Yara Nardi)

O destaque das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, o canoísta Isaquias Queiroz conquistou duas pratas e um bronze. Dessa maneira, nesta terça-feira (3), o baiano entrou na água ao lado do conterrâneo Jacky Godmann, de 22 anos. Assim, terminou a final da categoria C2 1000m na quarta posição, nas Olimpíadas 2020.

As lamentações de Isaquias e Godmann

Os três primeiros foram os cubanos, quebrando recorde olímpico, os chineses em segundo e em terceiro os alemães. Dessa forma, Isaquias não escondeu a tristeza e chorou, sendo ajudado pelo estafe. Assim, o brasileiro disse:

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“Pode parecer um discurso repetido de nós atletas, mas a gente sabe o quanto treina. A gente treinou muito, sofreu muito. Não adianta quem está em casa dizer que foi porque o Jesus (Morlán) não estava, porque o Lauro se matou de trabalhar e treinou a gente todo dia, xingava a gente, para darmos o nosso melhor. Treinamos todos os dias, foi duro. O Jack, não é porque está nas primeiras Olimpíadas, mas sabe que não foi um resultado bom, porque treinou muito. Os outros foram melhor que a gente, treinaram, mas reconhecemos nosso trabalho”.

“Muita gente não acreditava que a gente chegaria. A gente sonhava muito no pódio e fica um pouco sentido. Mas demos o nosso máximo. Não estou dando desculpa nenhuma. Fizemos tudo certinho como tínhamos que fazer. Fizemos o que o treinador pedia. Eu chegava vomitando em alguns treinamentos, mas fazia o treino completo”.

Jacky Godmann também comentou sobre a prova. O atleta surgiu após lesão de Erlon Silva, em maio. O canoísta teve uma oportunidade de ouro:

“Missão cumprida e não cumprida. O objetivo aqui era medalha. Saímos com o gostinho da derrota, mas fizemos nosso trabalho na água. Eu estava na Bahia quando o Lauro me deu a oportunidade de voltar para a seleção. Infelizmente não veio a medalha, lutamos para isso.”.

Foto Destaque: Reprodução/Reuters/Yara Nardi

Gabriel Yudi
Sou aluno de Jornalismo da PUC-SP (4/8). Sou um grande fã de futebol e do Pelé. Meus sonhos são cobrir uma Copa do Mundo em loco e dar um espelho para que pessoas iguais a mim, asiáticos, tenham alguém para se inspirar.

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