Leonel Sanchez

Leonel Guillermo Sánchez, popularmente apenas Leonel Sánchez, é um ex-futebolista chileno que jogou pelo Ballet Azul Chileno durante a maior parte de sua carreira e é considerado um dos grandes artilheiros da seleção. Este é o tema dessa semana da coluna Alma Roja.

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A história do artilheiro

No dia 25 de abril de 1936, nasceu um dos maiores ídolos do futebol do Chile: Leonel Sánchez. Filho de boxeador profissional, tinha tudo para seguir os passos do pai. Durante sua infância, passou muito tempo no Parque Bustamante, vendo-o treinar os lutadores. Mas sua paixão pela bola falou mais alto.

Então, aos 12 anos de idade, começou a jogar futebol. Na época, fez um teste para a Universidad do Chile e passou. Logo depois, estreou no profissional, aos 17 anos, na equipe conhecida como Ballet Azul. Neste time, Sánchez jogou durante 16 anos.

Sendo assim, dedicou sua vida ao La U. Assim, o craque conquistou seis Campeonatos Chilenos entre 1959-1969. Ademais, está entre os artilheiros da Copa do Mundo FIFA. Em 1962, com o Chile como sede da Copa, seu país teve sua melhor colocação no torneio, um 3º lugar, muito graças aos gols de Leonel.

Relembrando sua trajetória no futebol

Em entrevista para o La Tribuna, de Honduras, falou das boas memórias como artilheiro nacional. Em 1955, ele entrou para a seleção do Chile. Na época, o seu técnico era Luis Tirado. Sánchez reforçou toda a admiração e respeito que tem por ele por Don Lucho Álamos. De acordo com o ex-jogador, eles o ensinaram a ter disciplina. Além disso, comentou, com nostalgia, sobre a camisa 11 do Ballet Azul: “Dali não saí mais”.

Quanto aos seus colegas, falou deles com orgulho dos 24 jogadores, 11 ainda vivos. Dessa forma, todos os membros mantêm contato e se reúnem de vez em quando. Ainda na entrevista para o jornal hondurenho, mostrou à equipe uma foto em que está abraçado com o Rei Pelé. Então, com muita alegria, ele diz: “Nós somos muito amigos!”.

Batalha de Santiago

O jogo entre Chile x Itália, válido da fase de grupos da Copa do Mundo de 1962, foi um marco na carreira do jogador. Apesar da vitória do Chile por 2 x 0, o jogo entrou para a história como a partida mais violenta das Copas.

A FIFA realizou seu congresso alguns anos antes e nele, Argentina e Chile se candidataram para a organização da Copa de 1962. Os argentinos já tinham a estrutura pronta, porém, o então presidente do Chile, Carlos Ibáñez del Campo disse que esta seria uma oportunidade de desenvolvimento para o seu país.

Depois, em 1960, um terremoto arrasou o Chile e ameaçou seriamente a Copa. Apesar de descartarem algumas sedes do Sul do país, o novo presidente (Jorge Alessandri) decidiu manter a competição.

Dessa forma, alguns relatos foram feitos em solo internacional. Na Itália, repórteres fizeram publicações falando sobre miséria e problemas cotidianos da vida no Chile. Então, os artigos foram enviados para Santiago. Isso gerou uma reação nacionalista. O intuito dos chilenos era “colocar os italianos em seu devido lugar”.

No dia do jogo, aos seis minutos, o italiano Humberto Maschio derrubou Leonel Sánchez. Depois, outra agressão. Sánchez golpeou Mario David no maxilar, que ficou dois minutos no chão. Por vingança, David chutou o pescoço do chileno. O Chile é, então, qualificado para as oitavas de final após vencer. Entretanto, o time adversário reclamou que foram punidos, enquanto os anfitriões ficaram impunes.

O time ainda chegou nas semifinais, sendo eliminado por 3 x 0 pela Seleção Brasileira, que viria a ser campeã do torneio. Porém, Sánchez ainda terminou o Mundial como um dos seis artilheiros. Neste mesmo torneio, venceu o prêmio “Chuteira de Ouro” da FIFA de 1962.

Partida significativa na Rússia

Outro jogo marcante para o jogador foi a partida contra a Rússia na Copa do Mundo de 1962. Sánchez relembrou para o La Tribuna a falta que marcou contra a Seleção Russa. A situação ocorreu de maneira muito tensa. Uma falta, supostamente dentro da área, não foi marcado o pênalti a favor do Chile, o que gerou muitas reclamações.

Então, o árbitro determinou que a falta tinha sido feita fora da área. Sánchez contou que foi muito difícil fazer um gol contra o goleiro russo, Yashin, considerado um dos melhores goleiros de todos os tempos. Apesar disso, Leonel Sánchez imortalizou o chute certeiro e fez o gol da vitória.

Portanto, fica evidente a incrível trajetória do ídolo chileno. O jogador iniciou sua carreira no Universidad do Chile. Ali, ficou até 1969. Posteriormente, jogou no Colo-Colo durante o ano de 1970, foi para o Palestino em 1971 e terminou sua carreira em 1973, no Ferrobádminton, em que ficou por quatro anos. “Ninguém considera que fracassei”, alega Sánchez. O artilheiro se sente feliz com toda a sua história. Por fim, chegou à seleção nacional e considera-se, portanto, um eterno iniciante.

Foto destaque: Reprodução/Emol.com

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Quem sou eu? Sou mineira, apaixonada por música e pela série Friends. Como uma estudante totalmente acostumada a escrever e falar sobre política e cultura, resolvi me aventurar nos esportes, totalmente fora da minha zona de conforto. Além de ser uma pessoa muito curiosa, sempre gostei muito de escrever. Após alguns anos tentando áreas que não tinham nada a ver comigo, resolvi fazer alguns testes vocacionais e o jornalismo sempre estava entre os resultados. Então, passei a pesquisar mais sobre a área e me identifiquei bastante. Foi quando decidi que era isso que eu queria fazer. Inicialmente, meus planos era trabalhar única e exclusivamente com redação, minha timidez não me deixava ir além. Mas, essa é uma barreira que eu venho vencendo diariamente na minha graduação. Atualmente, também escrevo para a editoria de Jornalismo Cultural no Lab Dicas de Jornalismo. Meu principal objetivo a longo prazo no jornalismo é trabalhar como Correspondente Internacional.

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