Libertadores

Nesta terça-feira (24) o Corinthians feminino e a delegação desembarcaram no aeroporto de Guarulhos, após a participação na Libertadores 2021, em Montevidéu. Logo, as tricampeãs com a taça nas mãos e a medalha no pescoço, comemoraram a conquista ao pisarem em solo brasileiro. Além disso, muitos Fieis esperavam as Brabas com muitos gritos. Em entrevista ao portal FNV Sports, a meia Victoria Albuquerque falou sobre o torneio e o episódio de racismo.

”Quando elas tiveram uma chance e a bola acabou não entrando, foi ali que eu tive certeza que seríamos campeãs”

Antes de tudo, o Corinthians feminino fez uma das melhores campanhas na Libertadores e também no Campeonato Brasileiro. Sobretudo, em 250 jogos, foram 200 vitórias. Na confronto da final contra o Santa Fé (Colômbia), o momento exato que elas souberam que seriam campeãs, a meia Vic Albuquerque, destacou:

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”A gente tem trabalhado bastante e confiado no nosso trabalho desde antes nós tínhamos essa sensação que poderíamos ser campeãs. Afinal, foi um jogo bem difícil né, a gente sabe que não foi a nossa melhor partida e temos um grupo muito qualificado pra enfrentar qualquer adversidade. Sobretudo, quando elas tiveram a chance que tiveram e a bola acabou não entrando, foi aí que eu tive a certeza, não esse título é nosso mesmo e a gente foi coroada graças a Deus com a medalha no peito e a taça de volta pra casa”.

De antemão, o Timão é tricampeão, tendo conquistado o título de 2017, 2019 e 2021. Em síntese, no ano anterior, as Alvinegras acabaram sendo eliminadas justamente pelas colombianas. Vic, destacou como foi a preparação após a frustração da Libertadores de 2020.

”A gente tem um trabalho psicológico sim, e nossa meta é sempre ta vencendo independente das circunstâncias. A gente perdeu a Libertadores no ano passado e isso foi um momento de aprendizagem pra gente, não foi uma coisa pra desmotivar e aprendemos muito com os erros e em não repeti-los e deu certo. Conseguimos vencer essa Libertadores mesmo com a frustração de ter perdido a outra. A nossa mentalidade é com certeza um diferencial e vamos tentar ganhar o paulista também”.

Libertadores que fica marcada após ato de racismo

Em contrapartida, o Corinthians foi alvo de um ato racista na semifinal do torneio. Logo, o time brasileiro disputava a vaga para a final contra o clube Nacional. Logo depois, quando o placar caminhava aos 6 x 0 quando a meia Vic ouviu sua companheira Adriana ser xingada de ”macaca”.

”Foi uma situação muito difícil e complicada, eu ouvi as palavras que foram ditas. Não foram contra mim e eu senti uma dor profunda na alma, mesmo não sendo comigo, foi bem difícil eu permanecer no campo depois do episódio. Eu tive muita vontade de chorar e eu fiquei bem triste. No entanto, em respeito a minhas companheiras, comissão técnica eu continuei em campo. Sobretudo, isso foi motivador sim pra gente ganhar a competição com mais força, honrar o nosso trabalho. Essa Libertadores vai ficar marcado pra história”. Destacou.

Ainda sobre episódio, a meia foi questionada sobre a posição da Conmebol. Logo, ela pontuou que entraram em contato, esperaram uma atitude da entidade, mas nada aconteceu.

Foto Destaque: Reprodução/Staff Images Woman/ CONMEBOL

Gabrielle Sena
Escolhi o jornalismo por que eu sempre tive paixão pelas palavras. Desde muito nova eu escrevia sobre tudo e de alguma forma eu sentia que era ouvida. Sou Gabrielle Sena, tenho 22 anos, moro na capital de São Paulo, jornalista e atualmente faço pós-graduação em Jornalismo Esportivo. Eu sempre quis ser escritora, entrei no jornalismo para poder aperfeiçoar minha paixão. Durante a faculdade escrevi um livro reportagem sobre Mães Narcisistas, entrevistei 20 mulheres de todos os lugares do país e contei as suas histórias. Escrever um livro foi a minha maior conquista.
O Esporte me faz sair da minha zona de conforto. Sou muito persistente com o que eu quero e me esforço 100%. Meu objetivo é crescer como jornalista e continuar me desafiando todos os dias.

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