Conheça Marcelo Salas: O "El Matador" do Chile

A coluna Alma Roja vai te apresentar o atacante Marcelo Salas. Um dos grandes goleadores do futebol e ídolo do Chile, o El Matador foi um dos principais nomes durante a década de 90 sendo extremamente importante por onde passou. Assim, o atacante que atuou por: Universidad de Chile, River Plate, Lazio e Juventus, conquistou títulos, mas viveu momentos conturbados durante a carreira.

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O COMEÇO DE MARCELO SALAS

José Marcelo Salas Melinao, nasceu em Temuco, Chile, no dia 24 de dezembro de 1974. Ainda criança entrou para as divisões de base do time de sua cidade o Temuco Santos FC, lugar que jogou até seus 17 anos quando se transferiu para a Universidad de Chile. Todavia, mesmo com pouca idade, o jovem Salas já era visto como uma promessa do futebol chileno e não precisou de muito para se projetar ao mundo após estrear como profissional.

A ESTREIA COMO PROFISSIONAL

Foi em abril de 1993 que El Matador fez sua estreia pelo time principal da Universidad de Chile, diante do Colchagua, pela Copa do Chile. No entanto, somente em 94, em duelo contra o Cobreloa, foi que Salas começou como titular pela La U. Com isso, o goleador deixou um gol e começou sua trajetória como titular da equipe.

Em suma o centroavante atuou pela La U até 1996. Por lá foram dois títulos nacionais consecutivos. Nas duas oportunidades Salas foi artilheiro com 27 e 17 gols respectivamente. Além disso passou por uma amarga derrota nas semi da Libertadores de 96 para o River Plate, clube que defenderia a seguir. Por fim, foram 76 gols em 126 jogos desde que estreou como profissional até encerrar sua passagem no Chile.

O NOVO SUBSTÍTUTO DE HERNÁN CRESPO

Em 1996, Salas foi anunciado pelo River Plate, da Argentina, com a difícil missão de substituir o craque Hernán Crespo, um dos grandes responsáveis da conquista da Libertadores daquele ano, que havia deixado o clube. Além disso, muitos questionavam o recém-contratado, pois o histórico de fracassos de jogadores chilenos na Argentina era grande.

Contudo, o El Matador mostrou que veio para gravar seu nome no clube. Foi em 30 de setembro que Salas marcou seu primeiro gol nos Millionarios e justamente em clássico contra o Boca Juniors, em plena La Bombonera. Era o começo de uma era vencedora na Argentina, tanto coletivamente, como individualmente.

Marcelo ficou somente duas temporadas no River. No entanto, o craque levantou duas vezes o Apertura (1996 e 1997), uma vez o Clausura (1997) e a Supercopa Sul-Americana (1997) diante do São Paulo.  Ainda, o El Matador só não marcou gol na final do Clausura, como também guardou ao menos um tento em todos os outros títulos.

Eventualmente, com grandes atuações e colecionando títulos importantes durante os anos em que esteve no River, Salas foi notado por seu ótimo desempenho. Dessa forma, ao final da temporada de 97, o jogador recebeu os prêmios de Jogador do Futebol Argentino do Ano e também de Melhor Sul-Americano do Ano.

Pelos Millionarios, o craque chileno atuou em 67 partidas. Foram 21 gols e quatro títulos que consolidaram a passagem do jogador na Argentina. Entretanto, com tantos holofotes em volta dele, o River Plate não pôde segurá-lo por mais tempo e o vendeu para a Lazio, da Itália, por cerca de 20 milhões de dólares.

OS ANOS DE OURO NA EUROPA

Após uma temporada excepcional pela Seleção Chilena e pelo River, Marcelo Salas chega à Itália com altas expectativas dos torcedores Biancocelestis. Afinal, não só ele, mas diversos craques se juntaram à Lazio que formou um supertime para saírem da fila e levantarem um Scudetto, o que não acontecia há 20 anos.

Eventualmente, Salas correspondeu a altura do que era esperado dele. Já em sua estreia oficial, em 29 de agosto de 1998, ajudou na vitória sobre a Juventus pela Supercopa da Itália, levantando seu primeiro troféu pela Lazio. Depois disso, veio a primeira decepção dos italianos quando perderam a Serie A para o Milan por um ponto de diferença.

Salas terminou a temporada de 98 com dois títulos (Supercopa e Copa UEFA) e como artilheiro da equipe com 25 tentos. Ainda assim, o melhor da Lazio viria em 99, quando o chileno ajudou os Biancocelesti a vencerem um Scudetto 26 anos desde de seu último título. A seguir, o El Matador faturou naquele ano a Supercopa Europeia e a Copa Itália frente ao Manchester United e Inter de Milão, respectivamente.

O craque encerrou sua participação na Lazio em 2001, quando se transferiu para a Juventus, por cerca de 25 milhões de libras. Pelos Biancocelesti, o El Matador teve a marca de 49 gols em 118 jogos e quatro títulos. Em síntese, Salas ainda foi artilheiro no título da Série A, com 12 tentos. Por conta disso, é considerado ídolo até hoje pelo que fez por lá.

A PRIMEIRA DECEPÇÃO

Depois de ótimas temporadas, Salas viveu seu período mais conturbado na carreira. O craque chegou na Juve com a responsabilidade de substituir Zidane, que havia se transferido para o Real Madrid, mas não obteve êxito na missão. Devido à uma ruptura no ligamento do joelho, mal conseguiu jogar em Turim.

Como parte do elenco, Salas esteve presente em dois títulos da Série A. Contudo, devido as lesões, o atacante perdeu espaço no time e encerrou sua trajetória em Turim com apenas quatro gols em 32 jogos. Com isso, o El Matador voltou para a América na tentativa de recuperar seus anos de glória.

O REGRESSO

A princípio, a Juventus tentou transferir o chileno para outros grandes times da Europa. No entanto, o clube encontrou dificuldade no negócio e fez o empréstimo de Salas para o River Plate. Era a segunda passagem do jogador nos gramados argentinos que contou com altos e baixos.

Sobretudo, Marcelo Salas teve boas atuações pelos Millionarios. O jogador chegou à final da Copa Sul-Americana e também na semi da Taça Libertadores. Todavia, o River foi derrotado em ambas competições para Cienciano e São Paulo, respectivamente. Apesar disso, o El Matador ainda conseguiu ser campeão em sua segunda passagem.

Em 2004, tornou-se campeão do torneio Clausura. Nesse interím, esse foi seu último título como jogador do River Plate antes de anunciar sua volta ao Chile. Nessa última passagem pelos Millionarios, o El Matador teve a marca de 43 jogos com 17 gols marcados e um título. Apesar dos maus momentos que viveu, o chileno teve oportunidade de voltar à Europa, mas optou pelo seu time do coração.

DE VOLTA PARA CASA

Enfim, Salas voltou para a Universidad de Chile por empréstimo junto a Juventus em um primeiro momento e, mais tarde, foi comprado de forma definitiva. A torcida viu, em 2005 o El Matador passar por bons e maus momentos até o final de sua carreira no meio de 2008, junto ao clube que o projetou.

Em sua segunda passagem pela La U, Salas contribuiu com o time os levando a duas finais de Copa do Chile em 2005 e 2006. Contudo, não foi capaz de vencer em nenhuma das oportunidades, pois perdeu nos pênaltis para a Universidad Católica e Colo-Colo, respectivamente. Em síntese, esses foram seus últimos grandes resultados junto a La U antes da aposentadoria.

Por fim, Marcelo Salas teve uma boa média nos anos de 2005 a 2008. Mesmo contando com algumas lesões no período, o atacante teve a marca de 35 gols em 74 partidas e dois vice-campeonatos chilenos. O ídolo do Chile anunciou sua aposentadoria em 2008 e, no dia 25 de novembro, encerrou de forma oficial sua carreira como jogador.

PELA SELEÇÃO ROJA

Desde o início de sua trajetória profissional, Salas teve ótimos desempenhos por onde passou e na seleção do Chile não foi diferente. Atualmente detém a 3ª colocação na artilharia da Roja com 37 gols em 71 aparições. A frente dele estão somente Vargas (2º) com 38 tentos e Sánchez (1º) que balançou as redes em 45 oportunidades.

Marcelo Salas estreou pelo Chile em 30 de abril de 1994, quando tinha somente 19 anos. Ainda assim, mesmo com pouca idade o craque começou sua trajetória com gol no empate diante da Argentina. Contudo, a La Roja não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo daquele ano, já que estava banida das eliminatórias da edição em questão.

Chegada as Eliminatórias para a Copa de 1998, o Chile tinha uma dupla de ataque temida com Salas e Zamorano. O craque foi artilheiro com 11 gols e classificou o Chile para a Copa. Todavia, ainda que com um bom desempenho na fase de grupos, a La Roja chegou apenas nas oitavas de final, quando caiu para o Brasil, de Ronaldo e companhia. Ainda, Salas terminou a competição com quatro gols na melhor campanha do Chile em copas.

Dois anos depois, deu o troco ao Brasil quando venceu a Canarinho por 3 x 0, marcando um gol memorável pelas qualificatórias da Copa do Mundo de 2002. Contudo, o craque passou a conviver com lesões e não conseguiu obter o mesmo êxito de 98 junto a La Roja. Sendo assim, se aposentou da seleção como maior artilheiro, mas sem levantar nenhum título de expressão.

QUE FIM LEVOU?

Após se despedir dos gramados, Marcelo Salas continua atuando no meio do futebol. Começou como empresário, mas, hoje em dia, o ex-atacante é presidente do Temuco, do Chile, time que jogou durante a infância. Além disso, é, também, dirigente esportivo do clube que disputa a Série B do Campeonato Chileno.

Marcelo Salas agora atua como presidente do Temuco FC.

CURIOSIDADES SOBRE O MATADOR

  • Salas recebeu o apelido de El Matador pela torcida da La U devido à sua frieza frente ao gol.
  • Quando jogou pelo River, recebeu outro apelido, o El Shileno (sic) Salas, por ser um dos maiores estrangeiros que passou pelo clube.
  • Conquistou título em todos os clubes pelos quais jogou na carreira.
  • Depois de Elías Figueroa, Marcelo Salas foi o segundo chileno eleito o “Melhor Jogador da América”. No prêmio do jornal El País, obteve 87 votos.
  • Salas é o 2º melhor artilheiro de todos os tempos da América do Sul nas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Com seus 18 gols, só é superado pelo argentino Hernán Crespo e pelo uruguaio Luis Suárez.
  • Salas é o 4º jogador mais caro da história do futebol chileno. Isso se deve à sua transferência da Lazio para a Juventus, que pagou US $ 24 milhões pelo passe ‘Matador’.
  • No Chile, o Huachipato é a equipe que mais gols recebeu de Marcelo Salas. O ‘Matador’ marcou 10 vezes nas Siderúrgicas. Em seguida, vêm Osorno, Unión Española e Universidad Católica, com nove cada.
  • Também pela La U, apesar de não ser alto (1,73), 15,60% dos gols de Salas foram de cabeça (39 em 250).

Foto destaque: Divulgação/Marcelo Salas

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Apaixonado por futebol desde os três anos de idade, fui descobrindo ao longo do anos que o amor por esportes não era restrito só ao futebol. Hoje, estudo jornalismo e tenho como grande objetivo cobrir os grandes eventos esportivos pelo mundo a fora. Sou torcedor, tricolor e acima de tudo apaixonado pelo que aquece o coração, sempre com a missão de levar informação.

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