São Paulo Divulgação/Rubens Chiri/saopaulofc.net

O São Paulo vem de uma seca de grandes títulos já tem certo tempo. O último ocorreu em 2012 (Copa Sulamericana). Até aí, é possível compreender. Afinal, vários clubes grandes passam por jejuns de competições de peso.

Todavia, chama a atenção o fato de que o Soberano nesse tempo todo apresentou jogadores de qualidade e formou aceitáveis planteis. Mas não um bom time.

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ENTÃO, POR QUAL RAZÃO O SÃO PAULO  NÃO GANHA MAIS?

Antes de qualquer coisa, cabe dizer ser difícil dar uma resposta certeira, pois apenas quem vive o dia a dia, reúne condições de especificar todas as razões.

Contudo, inicialmente é de se destacar que parece visível a falta de identidade quanto a forma de jogar. Foram contratados treinadores com ideias antagônicas muitas vezes. Aponte-se dois extremos: o argentino Edgardo Bauza e Fernando Diniz. Ambos possuem qualidades. Jamais se discutirá tal ponto. Só que os dois juntos não podem constar em um rol de treinadores de qualquer clube que diz ter consolidada uma política de futebol. O formato de equipe é completamente opostos.

Assim, mesmo vindo futebolistas de bom nível, o time nunca terá uma característica casada por causa da mistura de filosofias. Ou seja, ora joga de uma maneira mais reativa, de imposição física, ora ofensivamente com toque de bola visando envolver o adversário, sempre no campo de ataque. E, para atender os dois diferentes cenários, o clube acaba trazendo jogadores com jeito de jogar distintos para compor o mesmo elenco.

Existe, portanto, um verdeiro transtorno que precisa ser sanado. Entetanto, somente ocorrerá mediante uma gestão profissional que pense e siga uma linha definida para transformar o futebol do São Paulo. Quando o Mais Querido entrar em campo, independente do momento e da escalação, a torcida saberá qual será o comportemento dos “onze”.

Em segundo lugar, talvez o mais importante, falta o perfil de líderança. Relembre-se os tempos de Raí e, mais recentemente, Rogério Ceni. Os dois cada um a sua época, levavam a essência tricolor para dentro do campo. Chamavam a responsabilidade, indignavam-se com resultados negativos.

Isso falta muito atualmente. Hoje, o São Paulo possui uma atitude blasé. Na derrota e na vitória nada muda. Em verdade, aparenta um “tanto faz” que no futebol é muito maléfico.

PRECISA REVER O CRITÉRIO NA HORA DE CONTRATAR

Desta forma, além de aspectos técnicos, na hora de ir ao mercado, há que se levar em conta mais um critério fundamental: o psicológico, a questão aníminca.

Daqui para frente, os diretores são-paulinos obrigatória e urgentemente necessitam agregar, ao grupo, jogadores sanguíneos e com a percepção de que estão a representar uma das maiores instituições esportivas do mundo: o São Paulo Futebol Clube.

Por conclusão, que se escolha como jogar. A partir daí, se determine o treinador capaz de executar este plano. E, por fim, novos atletas, obstinados por títulos e que pretendem marcar seus nomes na história do único tri campeão do mundo existente no Brasil.

A ver.

Foto destaque: Divulgação/Rubens Chiri/saopaulofc.net

Fernando SantAnna

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