Ouve ai Sylvinho

Com mais de 30 milhões de torcedores, o Corinthians é o dono de uma das maiores torcidas do mundo. Visto que, em 2020 com o ápice da pandemia da Covid-19, os países mudaram radicalmente os esquemas de jogos e não há mais presença do público. No entanto, a torcida é considerada um grande pilar do clube. Aquela galera que vai ao estádio mostrar toda a força da sua paixão e que pode mudar o rumo das coisas. Daquele time ou jogador que precisa de um incentivo e encorajamento.

Dentro disso, o time paulista recentemente vem passando por uma série de dificuldades, de conseguir fazer um jogo de qualidade. Mas qual é o verdadeiro problema do clube? O elenco, o comando ou a diretoria? A questão é que muito da torcida está insatisfeita com tudo que vem acontecendo e se sentem de mãos atadas. Mas, a torcida não só pode, como ela vai falar.

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SYLVINHO, OUVE A TORCIDA!

Antecipadamente, nos últimos tempos os estádios vazios e aquela breve confiança dada aos jogadores, não tem vingado. É importante destacar que a torcida fortalece o futebol, de certa forma, e muito deles acreditam ter mais espaço frente a frente. No entanto, o momento atual do Corinthians pede um pouco da opinião dos fiéis. Mas antes disso, vamos falar um pouco sobre o que vem acontecendo recentemente.

O time paulista tem errado fortemente na montagem de uma equipe bem prepara. O técnico, Sylvinho Mendes, que assumiu recentemente têm gerado algumas dúvidas. Do jeito em que vem preparando a equipe e selecionando os jogadores. Nas últimas semanas o Coringão enfrentou a 1º rodada do Campeonato Brasileiro em um duelo contra o Atlético-GO. Ambos também se enfrentaram pela 3º fase da Copa do Brasil. O clube de Goiânia venceu o timão mostrando uma atuação muito melhor. Certamente, que plantel não vem acertando nos passes, falhando com a marcação, defesa e ataque.

Em seu primeiro jogo como comandante do Timão, Sylvinho esbarrou em algo que vem prejudicando a equipe há vários trabalhos, a composição de jogo e a escalação. Sobre a contratação de técnico,  o torcedor e Jornalista, Matheus Previde, destaca que:

”É preciso ter paciência e ensinar os jogadores, a dar passe curto, o time nesse momento precisa de uma essência própria”. O Sylvinho conhece o clube, ele trabalhou na comissão técnica e conhece bem, mas ele precisa de tempo pra usar o esquema de duas linhas de quatro”, ressalta Previde

PAVILHÃO NOVE

Posteriormente, a organização foi fundada em 9 de setembro de 1990 e, ao mesmo tempo, é uma entidade carnavalesca. A torcida conta com mais de 14 mil associados. Dessa maneira, o presidente Lucas Oliveira e o vice-presidente Caique Luz, do Pavilhão Nove, conversaram de forma exclusiva com a jornalista, Gabrielle Sena, da FNV. E sobre o momento atual do Corinthians, eles destacaram:

”Olha, o time passa por muitos problemas e muitos deles são antigos, o problema vem de um conjunto de falhas, da diretoria, do comando e do elenco, que na nossa opinião falta muita vontade de jogar”. Já a escalação que o técnico vem usando, que é o 4-3-3 não está funcionando e ele precisa voltar para que era usada anteriormente”, ressaltou os líderes.

Como medida governamental e do Ministério da Saúde, as torcidas foram barradas dos estádios para evitar a disseminação do vírus da Covid-19. Sobre essa ausência, a organização destaca:

”Nos jogos a torcida faz total diferença e, traz uma responsabilidade muito maior aos jogadores e o torcedor acaba jogando junto”

Sobre o elenco os líderes do Pavilhão Nove, apontam que para alguns atletas o tempo de estar no plantel já deu, principalmente, para o Luan.

”O tempo do Luan já deu já, o elenco está muito fraco. Falta reforço, mas reforço de verdade. Sair um pouco dessa ideia de contratar só medalhões, por que os caras não querem jogar. E com essa escalação proposta pelo Sylvinho não dá, e assim ele não dura muito não no comando”. Comenta Lucas Oliveira.

GAVIÕES DA FIEL

Antes de mais nada, os Gaviões da Fiel é a maior torcida organizada do clube Paulista e conta com mais de 120 mil associados. Fundada em 1969 e  localizada no bairro do Bom Retiro. Além disso, a entidade também conta com a escola de Samba, espaço recreativo e social.

Do mesmo modo, alguns integrantes da torcida também falaram exclusivamente com a FNV. João Felipe, do Departamento de Bandeiras, destacou que o momento do time não é bom e o que é preciso repensar melhor o elenco do clube e principalmente o comando. Outro fiel, Rafael Pedroso, destaca que o sentimento do Corinthiano é de insatisfação:

”Olha se a gente tivesse a oportunidade de falar com o Sylvinho, nós perguntaríamos o que ele realmente quer fazer com o clube e pensando mais pra frente se ele quer fazer dar certo ele tem que começar a trabalhar melhor, mas não acredito que ele esteja no lugar certo como técnico do Corinthians. Por exemplo, ele diz que é especialista na linha de quatro, mas não é o que estamos vendo, ele ta errando”, Rafael pontua.

Outros membros da organização compartilham do mesmo sentimento. Sobretudo, muitos afirmam que a ausência do torcedor nos estádios também contribui pro mau momento do clube. Logo, o maior problema visto pela torcedor é sim da diretoria, das contratações e de um elenco que precisa ser mudado. Por outro lado, o que realmente o Alvinegro quer um elenco que tenha mais responsabilidade de jogo, e que honre o Corinthians.

O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA TORCIDA FIEL

Para o Alvinegro, torcer pro Corinthians é uma total satisfação. É uma união que vai muito além dos jogos, é onde as pessoas se sentem em casa. Ademais, a torcida é essencial pro futebol e quando falamos do timão é, sem dúvidas, uma das mais diferenciadas. A paixão pelo clube, a vibração nos estádios, o hino sendo cantado por tantas vozes que não são apenas torcedores, mas uma família.

Sobretudo, mesmo que o clube passe por tantos altos e baixos erros e acertos, o torcedor do Coringão é aquele que continua presente e com a esperança de que dias melhores virão. Camisa 12, Pavilhão 9, Estopim da Fiel, Coringão Chopp, Fiel Macabra e, a maior delas, Gaviões da Fiel. Viva a união, viva a torcida!

Foto Destaque/Reprodução/ Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Gabrielle Sena
Escolhi o jornalismo por que eu sempre tive paixão pelas palavras. Desde muito nova eu escrevia sobre tudo e de alguma forma eu sentia que era ouvida. Sou Gabrielle Sena, tenho 22 anos, moro na capital de São Paulo, jornalista e atualmente faço pós-graduação em Jornalismo Esportivo. Eu sempre quis ser escritora, entrei no jornalismo para poder aperfeiçoar minha paixão. Durante a faculdade escrevi um livro reportagem sobre Mães Narcisistas, entrevistei 20 mulheres de todos os lugares do país e contei as suas histórias. Escrever um livro foi a minha maior conquista.
O Esporte me faz sair da minha zona de conforto. Sou muito persistente com o que eu quero e me esforço 100%. Meu objetivo é crescer como jornalista e continuar me desafiando todos os dias.

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