Palmeiras

“Nem sei por onde começar, de tanto amar seu manto sagrado”. Meu Palmeiras, isto é uma declaração. Eu vou me declarar como quem se declara para uma alma gêmea porque, Verdão, você é meu primeiro e eterno amor.

Antes de mais nada, antes de me entender Laisa, me entendi Palmeiras. A saber, desde os meus primeiros dias, eram suas cores que estampavam minhas roupas: meu primeiro macacãozinho foi verde, e não à toa. Papai tinha claro que essa era a cor do amor.

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Você foi e é, Palmeiras, o motivo dos meus sentimentos mais intensos. Me emociono ao lembrar dos nossos triunfos e quedas. Não me envergonho de nossa história, afinal, sei que é da dor que nasce a glória. Faço questão de não esquecer cada vez que as minhas lágrimas doeram ao te ver cair e saber que eu, meus pais, e mais milhões de brasileiros caíram juntos.

As nossas dores

Faço questão de não esquecer 2003 e 2013. Série B. Faço questão de não esquecer o Paulista de 2018 que foi, pra mim, foi um dos nossos momentos mais doídos nos meus 20 anos. Aquele título perdido, injustamente, em casa, para o nosso maior rival. Me dói aquela eliminação contra o Boca na Libertadores com os gols de Benedetto. Palmeiras, você me leva ao extremo.

É você quem me ensina a “nunca, por nada, cantar vitória antes da hora”. Foi você que me fez tremer em frente à TV vendo o jogo da volta da Libertadores contra o River. Aquela partida que, literalmente, só acabou no apito final.

As nossas glórias

Palmeiras, não me esqueço. Quando fecho os olhos consigo lembrar, ouvir, quase reviver muitos momentos. Me recordo, enfim, da nossa história tão linda, de quando não nos quiseram Palestra, de quando nos tornamos Palmeiras e nascemos campeões. Ecoa em mim aquele “se o Prass fizer o Palmeiras é campeão”. Lembro, constantemente, do PK convertendo o último pênalti e correndo para que a gente, finalmente, soltasse o grito de campeão, que estava entalado desde 18. Me arrepio ao lembrar do Breno, aos 98, cabeceando a bola que pintou a América de verde.

Em cada um desses momentos, mas não só neles, me lembro dos meus joelhos no chão. É sempre um desabafo. Me lembro de olhar pro meu pai e pensar, com a alma e o coração, “obrigada por me fazer Palmeiras”.

Onde já se viu tanto amor, Palmeiras?

Como não te amar vivendo sua história? Como não viver por ti se a minha vida inteira você foi sinônimo de amor? Meu Verdão, vivo 107 anos em 20, te carrego por todos os lugares. Te declaro todos os clichês porque “Palmeiras, minha vida, razão do meu viver, se jogasse lá no céu, eu morreria só pra te ver”.

Meu Palmeiras, eu não te largo. Eu não importo e acho pouco ouvir que não temos o mundo e que nossos títulos não valem. Verdão, a gente sabe a história que viveu. A gente sabe que foi você quem conquistou o mundo primeiro, a gente sabe que eles sentiram por cada nacional que perderam pra gente. E se quiserem chamar de fax, de pinga, que chamem. Se quiserem repudiar nosso verde, que o façam.

Por fim, repito aquele samba enredo e clamo que “de braços abertos, vou me declarar: eu amo você, Palmeiras”. Te carrego comigo e te juro que “todo amor que tenho por ti, eu vou passar pro meu filho” e que “pro resto da minha vida estarei contigo”.

Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida, e quem achar que é exagero, certamente palmeirense não é. Explicar é desnecessário, é impossível, eu nem tento. Só te amo como deveria ser. Te sinto, te vivo. Obrigada, Sociedade Esportiva Palmeiras. Feliz 107, Verdão querido!

Foto destaque: Reprodução/VerdaoWallpaper

Laisa Rodrigues
20 anos, joseense, atleta de sofá, corneteira, palmeirense apaixonada e jornalista em formação.

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