Paulo Turra

Nesta segunda-feira (17) o técnico, Paulo Turra, lançou seu primeiro livro “O Futebol que não se vê”, com prefácio de Luiz Felipe Scolari, um dos seus principais mentores. A obra foi escrita em parceria com, Leonardo Monteiro, e une diversas análises táticas de jogos, bem como foco em lances individuais de atacantes e zagueiros.

”A maioria das pessoas, torcedores, não veem como o trabalho é feito por nós durante a semana pra que se consiga a finalidade: que é o gol. Eu acho que é muito bom também pra que a gente tenha algumas obras escritas por nós brasileiros, pelo Paulo Turra, principalmente”. Felipão.

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PAULO TURRA LANÇA SEU PRIMEIRO LIVRO

De antemão, Paulo Turra, foi auxiliar técnico na conquista do Campeonato Brasileiro em 2018 pelo Palmeiras, e nas recentes passagens pelo Cruzeiro e pelo Grêmio. Logo, atuou como zagueiro pelos times, Botafogo, Caxias, Boavista e Vitória de Guimarães. Como treinador, começou no Novo Hamburgo, e em 2017 rumou para a China na comissão técnica de Felipão.

Dessa forma a jornalista, Gabrielle Sena, do Futebol na Veia conversou com exclusividade com Paulo Turra e alguns dos convidados presentes. 

  1. Como foi essa sua transição de jogador e técnico pra ser escritor?

–  Foi bem tranquilo. Primeiro que de jogador pra treinador foi planejado e essa questão de ser treinador e escritor, de ter a coragem de lançar um livro, né? Por que gente sabe como é o nosso meio, isso foi bem natural. Dentro dessa pandemia ai, as análises que eu gosto de compartilhar com os meus seguidores, e ai eu fui tendo um feedback legal deles e me veio a ideia: que tal eu passar isso a limpo no papel né?

Ai eu encontrei um amigo meu, que tem a experiência de ter feito um livro, o Leandro Monteiro, que está em Portugal e colocamos toda a ideia no papel. Esse é um livro muito educativo, principalmente ao torcedor do futebol que vai ao campo e se preocupa no macro. E essas ações representam o micro que acontece no futebol, mas faz toda a diferença.

”O FUTEBOL QUE NÃO SE VÊ”

  1.  Seu livro fala sobre as atuações individuais. Você acha que hoje o problema do futebol brasileiro, por exemplo, que tem toda essa questão de colocar muito a pressão nos técnicos. Sendo que muito também vai do individual de cada jogador. Como você avalia essa questão?

Isso é meio cultural no Brasil, não é só de hoje né. É claro, que hoje está mais evidente por todos os meios de informação que nós disponibilizamos. Bem como, são muitas competições também e ai entra a questão das mais importantes, curtas no caso dos Estaduais e também de mata mata e ai cria-se uma pressão no treinador. Nós temos que estar acostumados com isso, habituados. Logo, nós temos que buscar essa força e tirar isso como lição e sair mais forte que nós estamos hoje. É um processo delicado que a classe dos treinadores está passando e com certeza nós vamos sair muito mais fortalecidos do que estamos agora. Declarou Turra.

FELIPÃO COMO SEU PRINCIPAL MENTOR

  1. Como você se sente sendo um dos principais mentores do Paulo Turra?

– Bom, eu fico feliz que o Paulo tenha lançado o livro por que ele já vem com essa ideia a bastante tempo. Ele vem se dedicando a estudos, conversando com a gente. Eu fiquei feliz com o lançamento do livro hoje. Por que ele vai dar um pouco né, aos futuros jovens que vão iniciar a profissão, algumas coisas técnicas de trabalho. Pontuou Luiz Felipe Scolari.

Paulo Turra

AMIGOS E COLEGAS DE TRABALHO PRESTIGIAM PAULO

De antemão, dentre os convidados presentes estavam os técnicos: Luiz Felipe Scolari e Fábio Carille, além do ex-goleiro Fernando Prass, que também falaram com o Futebol na Veia.

”Muito legal, pra mim foi uma surpresa semana passada receber o convite quando ele mandou. Me senti muito honrado de ter sido convidado para o lançamento. Além disso, Paulo fez estágio no Corinthians quando era auxiliar, depois eu como técnico ele voltou a ficar um tempinho lá com a gente. Então foi uma alegria muito grande e eu estou muito ansioso pra ler o livro, pra contar coisas que não chega na imprensa e não chega pro torcedor”. Destacou Carille.

Por fim, o ex-goleiro Fernando Press, também comentou sobre o Paulo.

”Eu conheci o Paulo um bom tempo no Palmeiras, na época que ele e o Felipão trabalhavam lá. Eu sou um cara que gosta muito de trocar ideia, então a gente conviveu muito ali na sala do cafezinho do Palmeiras. E eu acho muito imoportante ele incentivar movimentos assim no Brasil para o futebol”. Finalizou.

 

Foto Destaque: Reprodução/Gazeta Press

Gabrielle Sena
Escolhi o jornalismo por que eu sempre tive paixão pelas palavras. Desde muito nova eu escrevia sobre tudo e de alguma forma eu sentia que era ouvida. Sou Gabrielle Sena, tenho 22 anos, moro na capital de São Paulo, jornalista e atualmente faço pós-graduação em Jornalismo Esportivo. Eu sempre quis ser escritora, entrei no jornalismo para poder aperfeiçoar minha paixão. Durante a faculdade escrevi um livro reportagem sobre Mães Narcisistas, entrevistei 20 mulheres de todos os lugares do país e contei as suas histórias. Escrever um livro foi a minha maior conquista.
O Esporte me faz sair da minha zona de conforto. Sou muito persistente com o que eu quero e me esforço 100%. Meu objetivo é crescer como jornalista e continuar me desafiando todos os dias.

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