Esgrimista Moellhausen em combate. Foto: AFP

A ítalo-brasileira Nathalie Mollhausen tem 35 anos de vida, nasceu em Milão, mas decidiu competir pelo Brasil. Assim, a esgrimista pode conseguir nas Olímpiadas de Tóquio um feito único para o Brasil na modalidade. Uma medalha. Então, o FNV Sports te leva a conhecer mais sobre ela, o esporte e um preparativo para a maior competição esportiva do planeta.

Quem é a esgrimista

Filha de mãe brasileira e pai alemão, ela é a cara da miscigenação desse país. Desde os cinco anos de idade tem a espada na mão. Aos 15 entrou para a forte seleção italiana, nesse meio tempo começou a visitar o Brasil para conhecer sua família na cidade de São Paulo. Assim, começou a ter um carinho pelo país, algo que foi aumentando.

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O que também aumentou foram as conquistas. Após mudar de treinador e morar na França, a esgrimista virou campeã europeia e mundial por equipes em 2009. Ainda ganhou mais três medalhas em mundiais e outras duas em campeonatos europeus. Em 2012, Nathalie perdeu espaço na equipe italiana e focou de vez em outras áreas. Após ter coordenado livros fotográficos e eventos, a italiana virou modelo com ajuda da sua mãe estilista.

Em 2012 ganhou a cidadania brasileira e em 2014 recebeu o convite da CBE (Confederação Brasileira da Esgrima) para atuar pelo país. Assim, desistiu da veia artística para voltar ao esporte. No ano seguinte levou a medalha de bronze no Pan de Toronto e esteve no Rio 2016 ficando em sexto lugar. Se um mundial abaixo em 2017 e a perda do pai o deixaram cabisbaixas, o que vinha pela frente o animou.

Vem mais ouro?

No Mundial de 2019, Molhausen chegou sem muito alarde e ganhou as cinco primeiras chegando nos 32 avos. Venceu a chinesa Zhu Mingye em partida equilibrada, depois bateu a conterrânea Alberta Santuccio. Ao chegar nas quartas de final, a história estava escrita, mas havia mais a ser feito. Rottler-Frausch até tentou, porém, o Brasil levou a melhor no ponto de ouro. A semifinal era algo inédito para o país tupiniquim na modalidade.

Em seguida, Kong Vivian veio de Hong Kong para levar 15 a 11 nas semifinais. Lin Sheng era a adversária da final e tratada como favorita na decisão. Um ponto para cada e nada de certeza na decisão, assim, o ouro seria decidido no tempo extra. Faltando 40 segundos, a brasileira conseguiu o tão sonhado toque que a derrubou de emoção e garantiu o título.

Após tamanha conquista vieram apenas duas competições, devido a pandemia. No Pan de Lima veio o bronze e no mundial desse ano, na Rússia, um modesto nono lugar. Mesmo assim, ela afirma que o período em casa a deixou com mais golpes e novas formas de lutar.

Mais informações

A brasileira está na categoria espada, na qual qualquer toque no corpo pode dar pontuação, e é uma das favoritas ao pódio. Sua estreia será nesta sexta-feira (23), às 21h (horário de Brasília) contra uma adversária ainda desconhecida. A expectativa é que as maiorias das suas lutas sejam no fim da noite e começo da madrugada. Na espada, são 36 competidores e a Nathalie já está na fase de 32 avos.

Foto Destaque: Reprodução/AP

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Sou Guilherme Ribeiro, 20, paulista da região do ABC. Ler e escrever é um hobby, para o esporte que é a minha paixão.

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