Rebeca Andrade

Acima de tudo, a ginasta Rebeca Andrade será a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento das Olimpíadas 2020, neste domingo (8). Sendo assim, a medalhista de ouro e de prata encerrou a participação dos jogos na segunda-feira (2). Entretanto, não retornará com o COB nesta quarta-feira (4) para poder participar do final do evento.

Rebeca entrou para a história em Tóquio.

Rebeca Andrade, de 22 anos, se tornou a primeira atleta a ganhar uma medalha olímpica para a ginástica feminina do Brasil nos Jogos Olímpicos. Ela ganhou a prata no individual geral e ouro no salto. Ela ainda foi classificada para a final do solo, mas terminou a competição em quinto lugar. Mesmo assim, a brasileira entra para a história da modalidade e ganha força no cenário nacional.

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A história da Campeã

A campeã olímpica começou sua carreira no Projeto Iniciação Esportiva de Guarulhos, com treinamentos no ginásio Bonifácio Cardoso, em São Paulo. Pisou pela primeira vez num CT em 2005, um ano depois de ver Daiane brilhar nos Jogos de 2004, na Grécia.

“Durante muito tempo disseram que as pessoas negras não podiam fazer alguns esportes, e a gente vê hoje a primeira medalha, de uma menina negra. Tem uma representatividade muito grande atrás de tudo isso”, destacou Daiane. Durante a entrevista, fico emocionada demonstração de que o carinho e admiração entre as atletas é mútuo. As futuras gerações da ginástica têm mais um nome forte para se inspirar.

Por fim, diversas atletas da própria ginastica elogiaram Rebeca, entre elas, Biles. Sendo assim,  para as próximas jogos que irão acontecer em Paris (2024), a nossa brasileira muito possivelmente estará melhor e grande favorita ao ouro novamente. Sem dúvidas, a medalhista será exemplo para outras gerações e fazendo crescer cada vez mais praticado no Brasil.

Foto Destaque: LOIC VENANCE / AFP

Ernesto Alessandro on Email
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