Remo x Atlético-MG

De um lado, um tradicional clube do norte do país, recém-chegado à Série B, vivendo um dos melhores momentos recentes da sua história de 116 anos. Do outro, uma das principais forças da elite, dois anos mais jovem, em busca de um título de expressão que não vem desde 2014, coincidentemente a Copa do Brasil. É dessa forma que Remo e Atlético-MG medem forças nesta quarta-feira, às 19h (horário de Brasília), em duelo de ida válido pela 3ª fase do torneio nacional.

REMO

Se existe qualquer possibilidade de um Leão remar a favor da maré, esta é graças ao Clube do Remo. O momento atual do time paraense faz jus a tal imaginação, afinal, são 100 dias sem saber o que é derrota. A última foi ainda em fevereiro, diante do Brasiliense, na decisão da Copa Verde. Em seguida, o clube emendou uma sequência invicta de 16 partidas, sendo 10 vitórias e seis empates – aproveitamento de 75%.

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Nesse ínterim, vieram os dois avanços de fase na Copa do Brasil. Na 1ª, triunfo fora por 2 x 0 contra o Esportivo-RS. Já para passar à 3ª fase, a vítima da vez foi o CSA, nos pênaltis. No estádio Baenão, onde o jogo desta quarta será disputado, a invencibilidade se estende ao mês de janeiro – o último algoz foi o Vila Nova-GO, em confronto válido pela final da Série C 2020.

ATLÉTICO-MG

Hulk, Nacho Fernández, Guilherme Arana, Keno, Junior Alonso. Qual time não gostaria de contar com um jogador desses no elenco? É com esses e outros nomes de peso, portanto, que o maior campeão mineiro busca um título de expressão, nacional ou internacional, neste ano. Mas o Galo, vencedor estadual pela 46ª vez e classificado em 1º lugar geral na fase de grupos da Libertadores, estreia na Copa do Brasil desfalcado e vindo de derrota.

No último domingo (30), o técnico Cuca sofreu seu segundo revés em casa à frente do Atlético, somando todas as passagens, ao cair diante do Fortaleza. Foi a estreia do clube no Brasileirão 2021, o qual venceu somente a 1ª edição, há 50 anos. Já para o confronto contra o Remo haverá, certamente, seis desfalques: os laterais titulares Guga e Arana (seleção olímpica); o capitão Alonso (Paraguai); Alan Franco (Equador), Vargas (Chile) e Savarino (Venezuela).

RETROSPECTO – REMO X ATLÉTICO-MG

Em resumo, o Galo leva larga vantagem no confronto direto entre as equipes. De acordo com o GE, foram 17 jogos no total, com 10 triunfos alvinegros e cinco igualdades, além de duas vitórias paraenses. Os encontros mais recentes aconteceram graças ao único rebaixamento do clube mineiro à 2ª divisão. Em 2006, o Atlético venceu em casa por 3 x 1 no 1º turno, mas levou a pior no returno, quando o Remo triunfou por 2 x 1 no Baenão.

APOSTA INDICADA E PALPITE

Apesar de as duas únicas vitórias do Remo sobre o Atlético-MG na história terem tido a capital paraense como palco, e a fase do Leão ser das melhores, a diferença técnica das equipes é importante. Isto é, o Galo, mesmo desfalcado, tem boas peças de reposição e entra como franco favorito. Claro, favoritismo não ganha jogo, mas assim mesmo o palpite é de um triunfo mineiro por 2 x 1.

Odds: 1 (7.50) | x (3.50) | 2 (1.44)

Foto Destaque: Divulgação/Atlético-MG

Lucas Rodrigues
Um recado para a mãe transformado em bilhete elaborado: acho que foi a partir dessa prática que comecei a escolher o jornalismo. Daí para os concursos de redação da escola, passando pela cobertura imaginária dos escassos jogos internacionais transmitidos nos anos 1990, até as experiências profissionais em mídias diversas, como jornal impresso e rádio.

Em 2012, tornei-me jornalista e posteriormente coordenador de rádio do Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG. Em 2018, quase sete anos após essa primeira aventura profissional na área, fui contratado como analista de comunicação da Unimed-BH. Hoje, cuido do próprio empreendimento – a produção de citros em uma cidade do interior mineiro.

Jamais, porém, abri mão de um sonho daquela criança de escrever recados: cobrir esportes, especialmente o futebol. Em plena pandemia, concluí um curso de Jornalismo Esportivo e aflorei ainda mais tal implacável desejo. Antes, entrevistei o tricampeão Tostão e um médico do Atlético para falar sobre medicina esportiva; assinei matéria sobre aspectos mentais e físicos às vésperas de uma Copa; e dei voz à saúde no esporte com especialistas de áreas diversas do conhecimento.

Nessa trajetória, entrei ao vivo no rádio, fui selecionado em concurso e publiquei um miniconto, além de receber um prêmio de jornalismo na categoria TV; fiz também curso complementar de locução, programação de áudio, roteiro de curta metragem, retórica e literatura. À nova atividade laborativa, vem aí o pontapé inicial: partiu FNV Sports e Rádio Poliesportiva, seja no Brasil ou Internacional.

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