Natação

Nesta segunda-feira (14), a CBDA recebeu a confirmação da FINA que o Brasil estará em mais três provas da natação nos Jogos Olímpicos. Assim, o revezamento 4×200 Livre feminino, Etiene Medeiros no 50m Livre e Caio Pumputis no 100m Peito representarão o país em Tóquio.

MAIS UM REVEZAMENTO NA NATAÇÃO

A princípio, o Brasil estaria fora desta prova. O 4 x 200 Livre brasileiro estava na 17ª posição no ranking. Contudo, apenas 16 países disputam. Porém, uma grande reviravolta aconteceu. A Grã-Bretanha decidiu não levar seu revezamento e abriu mão da sua vaga. Ainda que tenham sido campeãs europeias, com um tempo de 7:53.15, essa marca é muito acima dos tempos dos primeiros colocados no último mundial de 2019.

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Em resumo, Austrália, EUA, Canadá, China e Rússia nadaram abaixo da 1:50.00 em Gwangju. Portanto, ver o conjunto britânico brigar por medalha é algo muito difícil. Para se ter dimensão, as australianas bateram o recorde mundial na ocasião com 7:41.50. Em seguida, as americanas bateram com 7:41:87 e as canadenses fecharam o pódio com 7:44.35.

Dessa forma, Larissa Oliveira, Nathalia Almeida, Gabrielle Roncatto e Aline Rodrigues estarão na capital japonesa para disputar essa prova no dia 28/07. O conjunto brasileiro fez 8:00.92 na seletiva nacional em abril. Assim, a expectativa é que o quarteto possa melhorar seu tempo e tente buscar uma vaga na final, que dentro desse contexto poderia ser considerado como uma grande conquista.

ETIENE E CAIO

Antes de tudo, Etiene Medeiros e Caio Pumputis já tinham dentro de si os índices olímpicos em suas respectivas provas. Contudo, na seletiva única de natação realizada pela CBDA, os atletas não conseguiram performar da melhor maneira possível e não conquistaram suas marcas desejadas, no último mês de abril.

Porém, juntos com a CBDA recorreram e solicitaram que seus tempos no Troféu Brasil de 2019 fossem válidos e o pedido acabou sendo aceito pela FINA. Etiene já estava com passaporte para Tóquio para disputar o 4×100 Livre. Enquanto que Caio já havia se classificado no 200m Medley.

VIVIANE JUNGBLUT

Por fim, no último dia 11, na tomada de tempo especial para os atletas que haviam sido acometidos da COVID-19 perto da seletiva única, em abril, no Maria Lenk. Viviane Jungblut foi a única que conseguiu atingir o índice. A gaúcha bateu o recorde brasileiro que havia sido estabelecido por Beatriz Dizotti, nos 1500m Livre, justamente na seletiva, com 16:22.07. Desse modo, Viviane pulverizou a marca e tocou a borda com 16:14.00.

Pior para Betina Lorscheitter, que estava parcialmente classificada com o 2º melhor tempo de 16:27.73, mas com o resultado de Jungblut, se vê fora das olímpiadas. Todos os países têm direito de enviar dois atletas por prova, mas no 1500m Livre Feminino, quatro atletas atingiram o índice. Viviane Jungblut, Beatriz Dizotti, Ana Marcela Cunha (abriu mão da sua marca para focar nas águas abertas) e Betina Lorscheitter.  Apenas as duas primeiras vão.

Foto destaque: Divulgação/ Time Brasil 

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Historiador pela UFPE e graduando em Jornalismo pela UniNassau.

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