Sergio Junior Bangu

Sérgio Guimarães da Silva Júnior, mais conhecido como Sérgio Júnior, é um ex-jogador de futebol que atuou em diversos clubes do Brasil, tanto quanto do Equador. O antigo jogador do Sporting Cristal é tema da coluna Guerreros de Cubillas desta semana.

Sérgio, cria da base do Raposa, iniciou sua carreira em 1999 e logo um ano depois já fora vendido ao Vitória de Guimarães-POR. Após dois anos em Portugal, foi para o Sporting Cristal-PER, no qual começou sua trajetória no futebol sul-americano. No clube peruano, jogou apenas 11 jogos, sendo três da Libertadores, no qual perdeu dois e ganhou apenas um. Em outras palavras, não teve uma boa passagem, mesmo sendo campeão da Apertura no ano de 2003.

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Depois da passagem apagada pelo futebol peruano, foi aventurar-se na Arábia, mas não durou muito tempo. Posteriormente, transferiu-se para a Ponte Preta. Na Macaca, esteve presente em 22 jogos, marcando três gols.

FALTA DE INSTABILIDADE

A falta de instabilidade é um problema que assola muitos jogadores. Com Sérgio não foi diferente. Acumulou rápidas passagens por muitos clubes em diversos países. Portanto, o maior período que ficou em um único time foi, segundo o site Pipiwiki, durante os anos de 2000 e 2001, que vestia a camisa do Vitória de Guimarães, de Portugal.

Com essa troca incessante de times e ligas, Júnior jogou em seis países diferentes, sendo eles: Brasil, Peru, Portugal, China, Arábia e Coreia do Sul. A liga em que mais se identificou, junto com a brasileira, foi a peruana. Todavia acumulou passagens por Sport Boys, Sporting Cristal e Cienciano, de Cusco. Em síntese, um cigano do futebol.

APERTURA PERUANA DE 2003

Um dos melhores anos para Sérgio no Peru foi 2003. Sagrou-se campeão da Apertura com o Sporting Cristal. O time alcançou 49 pontos, deixando para trás um de seus grandes rivais, o Alianza Lima. Logo após, outro período de destaque de Sérgio são os anos de 2008 e 2009, no qual viveu seus melhores momentos, como goleador. Marcou cinco e oito gols respectivamente.

RETORNO AO BRASIL

Em seguida ao destaque nos anos de 2008 e 2009, Júnior regressou ao Brasil. Foi a Santa Helena, de Goiás, que abriu as portas para que Sérgio pudesse demonstrar seu futebol. Após passagem apagada e sem gols, mudou novamente de clube, destinando-se, desta vez, ao Rio Grande do Norte.

No América de Natal também não conseguiu ir bem e, no ano seguinte, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, posteriormente, passou por: Bangu, Macaé e Nova Iguaçu. Depois de outras experiências não muito felizes, Sérgio foi para o Icasa, onde, mais uma vez, não durou muito tempo. Ao ser questionado sobre o motivo de  transferir-se de seu então time, o atacante conta que o jeito do treinador pensar futebol faz com que ele não receba a quantidade de bolas suficiente, algo que atrapalha seu futebol.

“Minha relação com o clube é boa. Não tenho problema nenhum de cumprir meu contrato com o Icasa também. Mas eu tenho a minha maneira de jogar, sou um centroavante, que precisa receber bolas. A forma do treinador aqui é diferente. Eu só estou procurando uma forma de desempenhar meu melhor futebol. Quero também o meu bem-estar. Eu continuo bem fisicamente e não quero pensar em parar agora. Quero estar feliz para jogar futebol”, afirmou ao GE em 2014.

Sergio Junior, atacante do nova iguaçu (Foto destque: Divulgação/ Bernardo Gleizer/ASCOM NIFC)
Sergio Junior com a camisa do Nova Iguaçu (Reprodução/Bernardo Gleizer/ASCOM NIFC)

POLÊMICA

Posteriormente ao curto período no time nordestino, o centroavante se envolveu em uma polêmica nos meados de sua transferência. Antes de mudar para o Sudão, possuía propostas de outros clubes em mãos. Madureira, Macaé e Guarani disputavam sua contratação. O avançado havia conseguido negociar a rescisão contratual com o Icasa. Logo após isso, o Macaé demonstrou interesse em contar com o jogador.

Depois de alguns dias de espera, o clube cearense concordou em liberá-lo. Porém, ainda faltava a assinatura do contrato. Sérgio Júnior chegou a apresentar-se ao Leão, mas, após ganhar folga no último fim de semana, não retornou. O fato enfureceu a diretoria que entendeu como desistência e contratou outro atacante: Jonathan Balotelli.

Sérgio Júnior treinando pelo Macaé (Divulgação/Tiago Ferreira/Macaé)
Sérgio Júnior treinando pelo Macaé (Divulgação/Tiago Ferreira/Macaé)

Ao ser questionado sobre o acontecido, o seu então empresário, Paulo Ricart, afirmou que o atacante teve que resolver problemas pessoais no Rio de Janeiro e que entrará em contato com os representantes do Alvianil Praiano para explicar o que ocorreu.

“O Sérgio Júnior teve que ficar no Rio para resolver problemas pessoais. Ainda hoje ele vai ligar para o Mirinho (presidente de honra do Macaé na época) para explicar a situação”, explicou o representante do jogador ao GE em 2014.

Ao mesmo tempo que discutia sua quentão no time carioca, Sérgio já acertava sua ida ao Al-Hilal Omdurman, do Sudão. O time disputava a fase de Eliminatórias da Liga dos Campeões do continente.

CARREIRA

No ano seguinte voltou ao território brasileiro, no qual jogou no Rio de Janeiro, pelo Audax e Madureira. Este último, em 2015, encerrou sua carreira, aos 36 anos. Por fim, ao analisar sua carreira podemos verificar que, ao mesmo tempo que chegava em algum clube, logo saia. De fato, a constante troca de times e ligas dificultou a identificação entre o jogador, a torcida e o clube. Assim, tornando-o um andarilho do futebol. Júnior, em todo tempo que jogou, tem, aproximadamente, 114 jogos e 42 gols marcados.

Foto Destaque: Divulgação / América de Natal

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Escolhi o jornalismo depois de buscar ser jogador de futebol, pela facilidade que tenho em me comunicar, por amar levar informação aos demais e por ter a oportunidade de trabalhar com minha maior paixão. Amo esporte, principalmente, o futebol, sou apaixonado nas campanhas, viradas históricas, pré e pós jogos e tudo que o futebol proporciona. Busco sempre o conhecimento, aprender cada vez mais, sobre tudo. Sou muito feliz, comunicativo, brincalhão, mas também responsável e sério nós devidos momentos. Trabalho atualmente em uma empresa de marketing, curso o 5° período de jornalismo. Além de aprender busco o crescimento, como pessoa e principalmente como profissional, busco ser reconhecido pelo meu trabalho e meus méritos.

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