Silvânia Costa é bicampeã paralímpica no salto em distância da classe T11 (Foto: Divulgação/Comitê Paralímpico Brasileiro)

Silvânia Costa é bicampeã paralímpica no salto em distância da classe T11. Na noite desta quinta-feira (27), a sul-mato-grossense conquistou a medalha dourada na penúltima tentativa. Na Rio-2016, ela já havia subido no lugar mais alto do pódio com a marca de 4.77m.

Dessa vez, a atleta começou mal e queimou as duas primeiras chances. Na sequência, fez 4.76m e foi para 3° lugar. Depois, obteve 4.69m. Dessa forma, o ouro veio no 5° salto, quando atingiu 5 metros cravados. Ainda assim, foi para o último salto na tentativa de bater o próprio recorde mundial de 5.46m, mas alcançou 4.84m.

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Lorena Spoladore, bronze no Rio de Janeiro, bateu na trave e terminou em 4°, com 4.77m, apenas nove centímetros atrás da ucraniana Yuliia Pavlenko, que ficou com o bronze. A uzbeque Asila Mirzayorova completou o pódio com 4.91m.

Silvânia Costa teve pouco tempo para comemorar, já que 20 minutos depois estava novamente na pista, dessa vez para correr a classificatória dos 400 metros rasos. No entanto, na metade de prova, sentiu uma lesão muscular e desistiu. Aos 34 anos, a corredora, que perdeu a visão devido à Doença de Stargardt, enfermidade genética relacionado a deterioração da retina, pretende correr quatro provas em Paris-2024.

Doping

O caminho até Tóquio não foi fácil. Um teste de urina realizado no dia 16 de junho de 2019, em São Paulo, no Desafio CPB x Cbat, apontou o uso da substância metilhexanamina, um estimulante usado para emagrecer e aumentar o rendimento esportivo.

Silvânia provou que o suplemento foi dado por seu guia, punido por 4 anos, sem seu conhecimento. Ainda assim, foi suspensa por 20 meses e ficou de fora dos Parapan de Lima e do Mundial de 2019. Dessa forma, só voltou a treinar no início deste ano.

Foto destaque: Divulgação/Comitê Paralímpico Brasileiro

Aline Louzano

Cyber


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