Skatista brasileiros é um dos grandes cotados da modalidade

Os skatistas brasileiros chegaram à Tóquio para a estreia do esporte nos Jogos Olímpicos. Entretanto, alguns atletas foram às pistas fazer o ‘reconhecimento’ do local e não gostaram. Os skatistas da modalidade street treinaram na manhã quarta-feira. Embora tenha gostado dos obstáculos e design da pista, o principal skatista do país na modalidade, Kelvin Hoefler reclamou de um ponto importante da pista.

O paulista achou o traçado interessante e com várias opções de manobras. Mas com um problema que pode até causar lesões.  Segundo ele, o chão da pista montada no Ariake Sports Urban Park impede que as rodinhas do skate deslizem como deveriam. Hoefler chegou até a comentar sobre as dificuldades da pista ao portal de notícias Globo Esporte:

Advertisement

“A pista está difícil. Está muito chato. Vou falar que está travando bastante. Para mim, que faço um skate muito técnico e gosta de andar em obstáculo grande, é algo que dificulta demais. Imagina, a gente vai descer um corrimão e aí trava lá em cima e despenca? A gente pode ser machucar, né? ”.

Por que o skatista reclamou?

O skatista explicou que as rodinhas travam, pois a pista é nova e não foi muito utilizada. Diante do problema e para amenizar a situação, os atletas do skate estão usando vela. Essa vela é uma espécie de parafina que ajuda o shape (tábua de madeira) a correr melhor nos corrimões. No caso da pista do complexo olímpico, a vela está sendo usada nas rodinhas para que elas não travem no momento de uma manobra.

Além disso, Kelvin revelou que a organização das Olimpíadas quer barrar o uso dessa vela, apesar da prévia solução do problema com os travamentos. Em uma reunião na noite de terça-feira, a equipe de skatistas e representantes da CBSk (Confederação Brasileira de Skate) que estão em Tóquio decidiram que as velas não poderiam mais ser usadas. Sobre a decisão, o atleta complementou:

“Queremos ajuda para manter a vela, porque vai nos prejudicar muito. Ontem, lixaram a pista e passaram um spray para deslizar um pouco, mas vai ser um desafio a mais para a gente”.

A estreia do skate street na competição ficará por conta do masculino no dia 25 de julho (domingo) às 9h (horário do Japão). Por outro lado, no dia seguinte é a vez das mulheres irem para a pista no mesmo horário e local. A modalidade park fecha a participação do skate nos dias 4 e 5 de agosto. O primeiro dia será destinado à competição feminina e o segundo à masculina. Cada modalidade e categoria contará com 20 skatistas em Tóquio.

Foto destaque: Reprodução/Kelvin Hoefler

mm
Nasci no interior de São Paulo, mas atualmente moro em Londrina - PR. Estou cursando o 3° ano de jornalismo na UEL (Universidade Estadual de Londrina). Dentro do curso tenho muita afinidade com radiojornalismo e telejornalismo. Faço estágio na Rádio UEL e na TV UEL concomitante. Na faculdade, confesso que não tenho nada de experiência em relação ao jornalismo esportivo, mas me identifico muito com a área e estou tentando me inteirar mais sobre o meio que pretendo seguir futuramente. Tenho mais facilidade com esportes mais alternativos como skate (pois prático há uns anos), surf, vôlei de praia, escalada etc. Gosto de futebol, mas não tenho muita experiência na área. Mesmo assim, estou aberta a conhecer e acompanhar mais o esporte para produzir material.

Cyber


Related Post