Ingrid tinha 19 anos e morava em São Paulo. (Foto: Divulgação/SolCoDM)

Nesta segunda-feira (22), Ingrid Oliveira Bueno da Silva, também conhecida como Sol, foi brutalmente assassinada por Guilherme Alves Costa. O jovem, ex-jogador da Gamers Elite, afirmou que o ataque foi premeditado. Assim, meia hora após o ato, Flashlight se entregou à polícia. Ele entregou seu celular e um livro, onde ele escreveu seu plano. Em algumas postagens, o rapaz divulgou imagens da garota já sem vida. A FBI E-sports anunciou luto pelas próximas 24 horas. Além disso, diversas personalidades anunciaram apoio à família de Ingrid. A caster de Valorant Letícia Motta, por exemplo, anunciou que fará uma doação aos familiares na próxima quarta-feira (24). Você pode conferir o tweet, além de ajudar com doações, aqui.

Mais uma vítima

Ingrid tinha 19 anos de idade. Segundo o assassino, os dois se conheceram na internet, onde passaram a conversar e a se conhecer. Assim, a garota foi até a casa de Guilherme, onde foi morta a facadas. O ato, entretanto, foi premeditado. Guilherme afirmou em uma publicação ter um plano de publicar um livro, contendo detalhes sobre seu plano. Assim, Sol foi sua primeira vítima. A polícia recebeu o livro e o celular do indivíduo. O garoto publicou também fotos e vídeos de Sol já morta, onde ele afirmava que o material era real. “Vocês estão achando que é tinta, montagem ou algo do tipo, mas não é. Eu realmente matei ela, entendeu?”, afirmou Guilherme na publicação.

Assim, Ingrid foi mais uma mulher que sofreu com a violência no meio dos e-sports. Casos de assédio e pressão psicológica acontecem frequentemente com pessoas do sexo feminino no cenário dos videogames, mesmo em espaços profissionais. Recentemente, por exemplo, ocorreram diversas denúncias contra jogadores profissionais do cenário de League of Legends. Dentre elas, haviam denúncias de violência sexual e até pedofilia, como demonstra a matéria da Drops de jogos, que separa os casos com detalhes. Neste cenário machista de e-sports, casos assim como este se tornam cada vez mais comuns. E não devem.

“Que possamos sempre lembrar dela quando o dia raiar”

Dessa forma, Crony, também da FBI E-sports e próximo à Sol, publicou em um grupo de whatsapp:

“Meus queridos amigos, a nossa jogadora, Sol, foi brutalmente assassinada. Queria poder ser mais delicado sobre esse assunto. Mas estamos em choque. Porém ela desapareceu alguns dias, e foi encontrada morta por um psicopata que a esfaqueou e gravou e postou nas redes sociais. Por isso estaremos em luto”

“Em memória da nossa Sol, que possamos sempre lembrar dela quando o dia raiar. Sendo iluminados pela luz do sol.”

Nós, do FNV Sports, sentimos muito pela perda e prestamos nossas condolências aos amigos e familiares da Ingrid. Que ela sirva para iluminar tantas outras garotas que, assim como ela, sonharam e ainda sonham em se tornar profissionais e carecem de apoio e de uma comunidade sólida e respeitosa, afastada de pessoas como este assassino. Não pode haver espaço para violência. Que a Sol descanse em paz.

Foto destaque: Divulgação/SolCoDM

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Carlos Eduardo Fernandes Maciel, 17 anos. Cursando o 3º ano do Ensino Médio. Fez o Curso de Jornalismo Esportivo com Alexandre Praetzel e Jorge Nicola. Aos 15 anos, se apaixonou por esportes e por sua mobilização social. Assim, o jornalismo esportivo se tornou uma realidade para viver do melhor emprego do mundo (para ele, pelo menos).

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