Técnico

Nesta terça-feira (24) o Corinthians feminino e a delegação desembarcaram no aeroporto de Guarulhos, após a participação na Libertadores 2021, em Montevidéu. Logo, as tricampeãs com a taça nas mãos e a medalha no pescoço, comemoraram o título em solo brasileiro. Além disso, muitos fieis esperavam as Brabas com muitos gritos. Em entrevista à ESPN e ao portal FNV Sports, o técnico, Arthur Elias, comentou um pouco sobre a competição e o seu trabalho.

”Um futebol que vem evoluindo bastante”

Antes de tudo, o técnico do clube alvinegro, Arthur Elias, concedeu entrevista após chegada no aeroporto e falou sobre a história que esse título traz:

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”Uma história sempre difícil, em um ano complicado a gente vem dessa pandemia desde o ano passado. Então é uma Libertadores que você fica confinado, sem poder sair do hotel, 21 dias né? Então é realmente desgastante. Um futebol que vem evoluindo bastante, a sua parte técnica, organização das equipes”.

Sobre o duelo contra o Santa Fé na final, o comandante destacou:

‘Foi uma final dura, contra uma equipe colombiana, muito bem organizada e mais uma vez a gente sai com um desempenho excelente. Foram seis jogos e seis vitórias, fizemos 24 gols, tomamos poucos e a gente vem se destacando por vencer no mata-mata. Isso mostra que a equipe se preparou muito bem pra esse momento, que é o objetivo do nosso trabalho. Mas a gente precisa chegar bem nas competições e em momentos decisivos. Sobretudo, a gente conseguiu mostrar bem isso nas liberadores. Esse é o nosso 2º título e agora a gente vai descansar um pouquinho pra buscar o terceiro”. 

”Modalidade que é luta”

Com a grande campanha que o Corinthians vem fazendo e alcançando uma visibilidade maior. Bem como a modalidade está evoluindo e ganhando um antes e depois. O técnico, Arthur Elias, pontuou:

”Olha, eu não sei se da pra gente dividir o futebol feminino dessa maneira, tiveram já grandes equipes brasileiras que fizeram história também. Mas sem dúvida o que a gente vem fazendo é algo muito difícil de acontecer, num esporte como o futebol que é muito competitivo. Ainda mais nesse cenário que os clubes também estão investindo e a qualidade do jogo que a gente vem mostrando”.

”A consistência que a gente vem tendo, nos últimos anos e um número expressivo de vitórias e títulos pro clube realmente chama bastante atenção. A gente não tem a intenção de dividir a história de uma modalidade que é uma luta, uma causa de muitos anos das mulheres no futebol. No entanto, a gente tem sim a consciência de que a gente ta fazendo algo diferente e algo que é muito prazeroso pra nós. De representar esse clube dessa forma tão vencedora”. Destacou Arthur.

Evolução da categoria de base

A categoria de base vem se destacando cada vez mais no futebol feminino. Sobre isso, o comandante comentou:

”Claro, o futebol feminino vem se desenvolvendo e esse é o ponto mais importante. Com certeza um dos mais importantes que é nosso trabalho com a categoria de base. A gente desenvolveu o trabalho de formação com as jogadoras, pra que o nível competitivo da categoria profissional seja maior e que isso possa chegar na nossa seleção e trazer títulos internacionais que ainda nos falta né, depois de tantas lutas das mulheres isso vem acontecendo muito recentemente”.

Arthur está no Corinthians desde 2018 e teve um importante trabalho na categoria de base.

”Então eu trabalhei no centro olímpico, coordenei um projeto de base e praticamente isso não tinha adversário. E hoje eu ver os grandes clubes de camisa, investindo na categoria de base, as competições existindo, isso é um passo importante que a gente vai começar a sentir ele daqui há alguns anos.

”Nesse momento a gente já observa algumas jogadoras jovens, trouxemos algumas de 19, 20 anos. Elas terem uma bagagem maior de jogo, de vivenciar, perder e vencer, passar pelos momentos que o futebol precisa pra amadurecer uma jogadora em todos os seus aspectos e chegar a melhor profissional. Esse sem dúvida é um ponto fundamental quando a gente fala de desenvolvimento”. Finalizou.

Por fim, o técnico dedicou a medalha a torcida que esteve presente no aeroporto, e que acompanhou as meninas na caravana Rumo a Montevidéu.

Foto Destaque: Reprodução/Conmebol

Gabrielle Sena
Escolhi o jornalismo por que eu sempre tive paixão pelas palavras. Desde muito nova eu escrevia sobre tudo e de alguma forma eu sentia que era ouvida. Sou Gabrielle Sena, tenho 22 anos, moro na capital de São Paulo, jornalista e atualmente faço pós-graduação em Jornalismo Esportivo. Eu sempre quis ser escritora, entrei no jornalismo para poder aperfeiçoar minha paixão. Durante a faculdade escrevi um livro reportagem sobre Mães Narcisistas, entrevistei 20 mulheres de todos os lugares do país e contei as suas histórias. Escrever um livro foi a minha maior conquista.
O Esporte me faz sair da minha zona de conforto. Sou muito persistente com o que eu quero e me esforço 100%. Meu objetivo é crescer como jornalista e continuar me desafiando todos os dias.

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