van Basten (Reprodução/Pinterest)

Marcel “Marco” van Basten, o último melhor do mundo holandês, nasceu em Utrecht, na Holanda, em 31 de outubro de 1964. Dessa maneira, um dos maiores vencedores e jogadores holandeses. Então, a Coluna Herança do Futebol Total mostra a trajetória do centroavante neerlandês.

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Aos 16 anos, Marco chegou ao Ajax para atuar pela base do clube. Com isso, ficou apenas dois anos e logo subiu para o profissional do time holandês. No entanto, desde o início, se destacava pela habilidade acima da média em relação aos seus companheiros.

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O começo de Marco van Basten

Aos 17 anos, van Basten subiu para o profissional. Em sua estreia substituiu, ninguém mais ninguém menos que Johan Cruyff e logo marcou seu primeiro gol na equipe principal. Com isso, na temporada de 1981/82, realizou apenas um jogo e uma rede balançada. No entanto, conquistou sua primeira taça, a Eredvise do ano, o Campeonato Holandês.

Já em seu segundo ano, em 1982/83, o atacante não era titular ainda, mas já entrava com mais frequência. E dessa maneira, jogou 25 vezes e marcou 10 gols, praticamente uma rede balançada a cada dois jogos. Além disso, conquistou o Campeonato Holandês e a Taça dos Países Baixos.

Na temporada de 1983/84 já fez história e mostrou todo o potencial que tinha. Com isso, não ganhou títulos, mas foi matador e foi o artilheiro da Eredvise. Dessa forma, fez 31 partidas e marcou 31 gols, nada mais nada menos que um por jogo. Nesse ano, van Basten teve uma lesão no tornozelo, mas ignorou a cirurgia necessária e continuou jogando.

Em 1984/85 voltou a conquistar títulos, novamente o Campeonato Holandês. Então, foram 38 jogos, marcou 27 gols e 20 assistências, ou seja, 1,2 participações em gols por jogo. Isso mostra como van Basten já se destoava de todos seus companheiros e rivais. Com isso, sendo artilheiro novamente da Eredvise.

No ano de 1985/86, fez mágica na Holanda. Dessa forma, foram 34 partidas, 36 gols e quatro assistências, sendo que só no Campeonato Holandês foram 34 redes balançadas em 26 jogos, ou seja, o artilheiro da competição. Além disso ganhou a Taça dos Países Baixos.

Em sua última temporada pelo Ajax, em 1986/87, foi artilheiro do Campeonato Holandês e da Taça dos Países Baixos, na qual foi artilheiro de ambas e ainda conquistou a segunda. Além disso, também levantou a Taça Europa. Ainda mais, jogou 43 partidas, marcou 44 gols e deu nove assistências.

Em suma, a passagem pelo Ajax rendeu sete títulos e 152 redes balançadas em apenas seis anos, ou seja, uma taça levantada anualmente.

van Basten no profissional do Ajax (Reprodução/Getty Images)

O auge do holandês

Em 1987/88, o Milan contratou Marco por 1,2 milhões de euros. No entanto, a lesão no tornozelo voltou a atrapalhar e, assim, fez apenas 19 jogos, oito gols e três assistências. Contudo, foi campeão do Campeonato Italiano, a Serie A.

Na temporada de 1988/89, estava em seu ápice. Com isso, ganhou a Eurocopa pela Holanda, a Supertaça da Itália, a Champions League e o Intercontinental, o Mundial. Além disso, fez 47 partidas, marcou 33 gols e deu 13 assistências. Com isso, conquistou pela primeira vez a Bola de Ouro, como melhor atleta do ano em 1988. Ademais, foi artilheiro da Liga dos Campeões.

No ano de 1989/90 fez mágica novamente. Dessa maneira, conquistou três títulos: a Champions League e o Mundial novamente, e Supercopa da UEFA. Ainda mais, jogou 40 vezes, balançou a rede 24 em ocasiões e deu cinco assistências. Então, foi artilheiro do Campeonato Italiano e ganhou mais uma vez o melhor jogador da temporada, em 1989, assim, tendo duas Bolas de Ouro.

Em 1990/91, caiu de rendimento, mas continuava ajudando a equipe. Conquistou apenas um título, a Supercopa da UEFA. Com isso, fez 35 jogos, marcou 11 gols e deu 10 assistências. Então, pouco fez e o Milan não desempenhou seu melhor.

No ano de 1991/92, van Basten voltou a atuar com maestria. Levantou o Campeonato Italiano e ainda foi artilheiro da competição. Dessa forma, atuou em 38 partidas, marcou 29 gols e realizou 13 passes para balançar as redes. E com essa bela temporada, em 1992, ganhou sua terceira Bola de Ouro e se consolidou como o último holandês melhor jogador do mundo.

O triste término na Itália

Já em sua última temporada, em 1992/93, Marco teve o fim de sua breve e vitoriosa carreira. Em sua última dança, van Basten fez 22 jogos, marcou 20 gols e deu cinco assistências. Além disso, ganhou o Campeonato Italiano e a Supertaça da Itália do ano.

Pelo Milan, ganhou 11 títulos, venceu três Bolas de Ouro e marcou 125 gols em 201 jogos. No entanto, a negligência médica e do atleta custaram caro e encerraram a carreira tão breve de um dos melhores centroavantes de todos os tempos. Marco van Basten é ídolo da equipe italiana e cravou seu nome na história do futebol mundial.

A Holanda de van Basten

Em 1983 Marco iniciou sua trajetória com a Holanda. No entanto, por sua seleção sempre esteve abaixo do que rendia no Ajax e no Milan. Contudo, em 1988 conquistou a Eurocopa, sendo o artilheiro na competição e com uma rede balançada na final, e assim conseguiu manter um período de bons jogos pelo Carrossel Holandês. Ademais, encerrou sua passagem em 1992, em nove anos fez 58 jogos e marcou 24 gols.

Marco pela Holanda (Reprodução)

O fim de uma breve carreira

Com 28 anos, van Basten não conseguia correr e teve outro agravante em seu tornozelo direito, com isso, ficou afastado por cinco meses para tratar do problema. No entanto, Marco não sabia que aquela final seria sua última partida na carreira. Então, com 30 anos, tentando voltar a jogar por duas temporadas, o holandês decide encerrar sua carreira. E quando perguntado sobre, o atacante afirma que os médicos não deram o tratamento correto.

Dessa maneira, encerrou sua carreira com 431 jogos e 301 gols. Além disso, conquistou 19 títulos, ganhando tudo onde passou, e foi eleito o melhor jogador do ano, em três oportunidades, adquirindo a tão sonhada bola de ouro por três vezes. Com isso, um dos maiores centroavantes da história se despediu cedo por um erro cometido aos 19 anos. Marco van Basten, é um dos melhores em sua posição, mas deu o azar de não marcar o gol mais decisivo de sua carreira, sua cirurgia.

Foto Destaque: Reprodução/Pinterest

Gabriel Yudi
Sou aluno de Jornalismo da PUC-SP (4/8). Sou um grande fã de futebol e do Pelé. Meus sonhos são cobrir uma Copa do Mundo em loco e dar um espelho para que pessoas iguais a mim, asiáticos, tenham alguém para se inspirar.

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